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Prefeitos cobram explicações e auditoria na Santa Casa

07 ago 2026 às 14:56

Uma comissão de prefeitos integrantes da Amepar (Associação dos Municípios do Médio Paranapanema) visitou, nesta sexta-feira (7), as instalações da Santa Casa de Londrina e do Hospital Infantil. Liderada pelo presidente da entidade e prefeito de Cambé, Conrado Scheller, e com a presença do prefeito de Londrina, Tiago Amaral, a comitiva cobrou esclarecimentos da diretoria sobre a real situação financeira e operacional da instituição.


A movimentação ocorre após reviravolta jurídica na qual uma decisão do TJPR (Tribunal de Justiça do Estado do Paraná) derrubou a intervenção judicial que havia sido solicitada pelo MPPR (Ministério Público do Paraná), reconduzindo a antiga diretoria ao comando da Irmandade.


Divergência nos números e pedido de auditoria


Durante o encontro, os gestores municipais destacaram a preocupação com os impactos da crise no atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em toda a região norte do estado. De acordo com a AMEPAR, há uma discrepância significativa entre os dados apresentados pela direção do hospital e os números levantados pelo Ministério Público.


Segundo dados tornados públicos pelo MPPR, a instituição acumularia um endividamento superior a R$ 500 milhões, operando com estoques críticos de medicamentos e insumos alimentares. Diante do cenário, os prefeitos exigiram que a SESA-PR (Secretaria de Estado da Saúde) realize uma auditoria independente nas contas da entidade.


"Queremos que a comissão formada pela Secretaria de Saúde exerça uma fiscalização efetiva e não atue de forma passiva. Os municípios repassam recursos à Santa Casa e precisam de garantias sobre a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população", cobrou Conrado Scheller.


Atuação judicial da AMEPAR


A visita desdobra deliberações tomadas em reunião promovida pela AMEPAR em 27 de julho. Na ocasião, os prefeitos decidiram solicitar a habilitação formal da associação no processo judicial de apuração de regularidade dos repasses e créditos do SUS.


A entidade reforça que o funcionamento adequado do complexo hospitalar possui relevância regional direta, visto que a Santa Casa de Londrina é referência no atendimento de média e alta complexidade para dezenas de municípios do Médio Paranapanema.

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