Cidade

Prefeitura contesta localização de praças de pedágio em Mauá da Serra

16 fev 2026 às 11:44

A instalação de novas praças de pedágio em Mauá da Serra tornou-se o centro de um impasse entre a prefeitura e a concessionária PRVias. O município alega que duas estruturas de cobrança, erguidas a poucos quilômetros de distância, poderão criar uma “barreira invisível”, obrigando moradores da zona rural a pagar tarifa cheia para acessar serviços essenciais na área urbana.


Impacto social e geográfico


O conflito envolve trechos da BR-376 e da PR-445, no limite com Tamarana. Segundo lideranças locais, moradores de comunidades rurais precisarão pagar pedágio sempre que necessitarem ir ao posto de saúde, supermercados ou outros serviços básicos na cidade.


Além disso, a proximidade entre os dois pontos de cobrança geraria, na avaliação da prefeitura, uma dupla penalização para quem circula na região. O prefeito Givanildo Lopes afirma que o valor estimado da tarifa, superior a R$ 12, pode representar impacto significativo no orçamento de famílias de baixa renda.


“O modelo apresentado em 2021 previa o sistema free flow (pagamento por quilômetro rodado), mas o que temos na prática é uma cobrança que penaliza quem menos tem”, declarou o prefeito.


Mobilização e proposta


A comunidade organiza uma manifestação para a próxima Quarta-feira de Cinzas (18), a partir das 9h, com o objetivo de sensibilizar os governos estadual e federal para uma revisão técnica do projeto. A proposta do município é transferir a praça de cobrança para a descida da Serra do Cadeado, reduzindo o impacto direto sobre os moradores locais.


A Polícia Rodoviária Federal acompanhará o ato para garantir a segurança viária durante a mobilização.


Posicionamento da concessionária


Em nota, a PRVias informou que a implantação dos pórticos de fluxo livre (free flow) na BR-376 e PR-445 foi aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e que os locais seguem as disposições previstas no contrato de concessão.


A concessionária também afirmou que o sistema deve entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2026, após a conclusão das melhorias iniciais na infraestrutura das rodovias.