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Preso por descarte ilegal, freteiro apresenta versão do ocorrido

05 jun 2026 às 14:44

O caso do descarte irregular de lixo em um fundo de vale no Conjunto Heimtal, na Zona Norte de Londrina, ganhou um novo capítulo. O motorista da caminhonete envolvida no episódio, ocorrido na tarde de quinta-feira (4), apresentou sua versão dos fatos após ser detido em flagrante pela Guarda Municipal. O trabalhador autônomo, que vive de fazer fretes e pequenas mudanças, afirma que foi enganado pelo cliente que o contratou.


De acordo com o motorista, ele foi abordado no estacionamento de um supermercado por um homem que ofereceu R$ 150 para transportar sobras de madeira e resíduos de um quintal. O freteiro alegou que o cliente, que viajava no banco do passageiro, garantiu que tinha um local autorizado para despejar o material. Ao chegar ao fundo de vale, o condutor descarregou os resíduos por notar que o ponto já acumulava lixo de terceiros e não tinha placas de proibição.


Agressão a moradora e prejuízo de R$ 3 mil


A situação saiu do controle quando uma moradora da região flagrou o descarte ilegal e começou a filmar a caminhonete. Para impedir a gravação, o passageiro do veículo deu um tapa no celular da mulher. O caso terminou na delegacia, e o motorista apresentou os seguintes contrapontos:


  • Nega violência: O trabalhador assegura que não agrediu a moradora e só viu o ataque do contratante contra o aparelho após o vídeo viralizar na internet;

  • Ajuda à polícia: O freteiro informou que já repassou o nome, endereço e telefone do verdadeiro autor da agressão ao delegado do caso;

  • Prejuízo financeiro: Para ser liberado da prisão, o motorista teve que gastar cerca de R$ 3 mil entre fiança criminal e advogado, além de ainda estar sujeito a multas por crime ambiental aplicadas pela prefeitura.


O prestador de serviços relatou que vem sofrendo ameaças de familiares da moradora e que sua imagem profissional foi prejudicada. Ele informou que vai acionar a Justiça para tentar reaver o dinheiro gasto e processar o contratante. O motorista concluiu dizendo que o episódio serve de alerta para que, nos próximos fretes, passe a exigir a comprovação formal do destino final de qualquer entulho.

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