A Câmara Municipal de Londrina sediou, nesta quarta-feira (30), a audiência pública de prestação de contas da Prefeitura de Londrina referente ao segundo quadrimestre de 2026. A reunião, prevista por lei para demonstrar o cumprimento do orçamento a cada quatro meses, foi marcada por questionamentos sobre contingenciamentos, cortes na educação e a saúde financeira do município.
Durante a sessão, o vereador Matheus Thum criticou a condução das finanças e a falta de respostas objetivas por parte do Poder Executivo. O parlamentar expressou preocupação com a redução de horas extras de professores e o impacto na qualidade dos serviços públicos, mencionando ainda que a gestão anterior havia deixado um superávit expressivo nas contas da cidade.
Representantes da Secretaria Municipal de Fazenda detalharam o balanço arrecadatório. Do lado positivo, o município registrou estabilidade no recolhimento de tributos locais, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Em contrapartida, houve queda nos repasses de receitas estaduais, como a quota-parte do ICMS e do IPVA, cuja alíquota foi reduzida pelo governo do estado.
Em meio aos desdobramentos da audiência, a pasta de Fazenda esclareceu que a prioridade do caixa municipal no encerramento do ano é assegurar a quitação da folha e do 13º salário dos servidores públicos, dependendo do ingresso das receitas tributárias previstas para o último quadrimestre.
Presente em agenda oficial na cidade, o prefeito Tiago Amaral defendeu o plano de contingenciamento anunciado pela administração e rebatendo as críticas. O chefe do Executivo argumentou que as medidas de ajuste são necessárias para corrigir distorções orçamentárias históricas e reorganizar a capacidade de investimentos e o custeio da máquina pública municipal.