Cidade

Prestação de contas revela alta na arrecadação e frustração de R$ 172 milhões

25 fev 2026 às 15:05

A Prefeitura de Londrina e a Câmara Municipal de Londrina realizaram nesta quarta-feira (25) a primeira audiência pública de prestação de contas de 2026. O balanço de 2025 revelou que o município arrecadou R$ 4,23 bilhões no ano passado. O montante representa um crescimento nominal de 8,49% em relação a 2024, embora o valor tenha ficado 5,54% abaixo do previsto inicialmente no orçamento.


A frustração de receitas atingiu aproximadamente R$ 172 milhões no campo das receitas correntes. Entretanto, a arrecadação do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) superou as expectativas. “Vemos receitas como as de ITBI, por exemplo, em que chegamos a arrecadar mais de 100% do que estava previsto. Isso reflete o aquecimento do mercado imobiliário em Londrina”, afirmou Danilo Aparecido Landegrafi Barbosa, diretor de Contabilidade da Secretaria Municipal da Fazenda. O caixa também recebeu o reforço de R$ 51 milhões provenientes da venda dos direitos da folha de pagamento dos servidores para a rede bancária.


A área da Saúde recebeu investimentos de 23,02% das receitas de impostos e transferências, índice que supera o mínimo constitucional de 15%. Na Educação, o município aplicou 30,63% da arrecadação, também acima do piso exigido por lei. Os gastos com pessoal do Executivo encerraram o ano em 44,76% da Receita Corrente Líquida, mantendo-se abaixo do limite de alerta de 48,6%. O ISS (Imposto sobre Serviços) consolidou-se como a principal fonte de recursos próprios, gerando R$ 522,7 milhões, seguido pelo IPTU, com R$ 472,5 milhões.


O secretário da Fazenda, Éder Pires, destacou avanços na desburocratização da cidade. O estoque de processos de alvarás caiu de 5.364 para 419 em um ano, o que representa uma redução de 92%. Londrina ocupa atualmente a terceira posição no Paraná em agilidade para abertura de empresas, com tempo médio de espera de 2,5 horas.


A Câmara Municipal gastou R$ 48 milhões em 2025 e economizou quase 20% do orçamento previsto de R$ 59 milhões. As despesas com pessoal do Legislativo somaram R$ 62,2 milhões, valor inferior ao teto permitido. “Na minha visão, é a audiência mais importante que nós temos, para saber como a Câmara Municipal está sendo gerida, assim como o caixa da nossa Prefeitura”, ressaltou o vereador Giovani Mattos (PSD), presidente da Comissão de Finanças. Os dados completos estão disponíveis nos portais da transparência da Prefeitura e da Câmara.