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Professora responderá em liberdade por morte de marido; defesa alega legítima defesa

11 abr 2026 às 21:01

A Justiça do Paraná concedeu, neste sábado (11), liberdade provisória para a professora de 26 anos que estava presa desde sexta-feira (10) pela morte do companheiro, Maycon Argman, na zona norte de Londrina. A decisão substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. O Tribunal entendeu que a mulher pode responder ao processo em liberdade, desde que cumpra regras como o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento em juízo e proibição de deixar a cidade sem autorização.


Segundo o processo, a decisão que mantinha a professora presa não apresentou dados que demonstrassem que a liberdade dela representaria um perigo para a ordem pública. O texto destaca que a mulher é ré primária, tem bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito. Além disso, a nova decisão aponta que a gravidade do crime, por si só, não é motivo suficiente para manter uma pessoa presa antes do julgamento final.


O caso aconteceu na noite de quinta-feira (9), dentro de um apartamento. A mulher relatou que buscou o marido em um bar, mas os dois discutiram após chegarem em casa porque ele queria voltar ao local para usar drogas. Durante o confronto, ela afirmou ter pegado uma faca para se proteger e acabou atingindo o abdômen de Maycon com um único golpe.


A defesa sustenta que a professora agiu em legítima defesa. Logo após o ocorrido, ela mesma ligou para a Polícia Militar e para o socorro médico (Siate), buscou ajuda com um vizinho e aguardou a chegada das autoridades no local. Maycon, que tinha histórico de violência doméstica, morreu antes de ser socorrido. A Polícia Civil investiga o caso para confirmar se a reação da mulher foi, de fato, para repelir uma agressão.

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