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Profissionais da enfermagem fazem novo protesto por piso salarial em Londrina

09 set 2022 às 13:07

Profissionais da enfermagem fazem, no início da tarde desta sexta-feira (9), em Londrina, um novo protesto pelo piso salarial da categoria, suspenso pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (4). A concentração é em frente ao Cine Teatro Ouro Verde, no Calçadão.


“Hoje a categoria toda está reunida aqui pra gente lutar para que o nosso piso seja mantido e garantido”, disse o diretor do Sinsaúde (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná), Márcio Machado.


Os participantes seguram cartazes que fazem críticas à decisão do Ministro e ainda trazem outras reivindicações, como reajuste da tabela de repasse ao SUS. Alguns manifestantes estão vestindo roupas pretas e narizes de palhaço.


Conforme Machado, há possibilidade de greve dos profissionais, caso o STF delibere contra o piso. “A possibilidade de greve vai depender da votação do Supremo. É uma lei legal, constitucional e válida. Se ela não for respeitada, o nosso entendimento é que é uma desfeita à democracia”, apontou o diretor.


Para os trabalhadores, a população e a classe política reconhecem a importância do serviço de enfermagem, especialmente depois da pandemia da Covid-19. "O nosso trabalho foi aplaudido pelo Brasil inteiro e devido infelizmente a essa pandemia, a nossa profissão teve um olhar político e hoje 90% deles deram favorável ao nosso piso”, afirmou Machado.


Nesta sexta-feira, o STF começou o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde) contra a lei do piso salarial. A votação deve ocorrer até a próxima semana.


A Lei 14.434, sancionada no início do mês de agosto, estipula que enfermeiros não poderão receber menos que R$ 4.750, independentemente de trabalharem na iniciativa privada ou no serviço público federal, estadual ou municipal. Para técnicos de enfermagem, o salário não pode ser inferior a R$ 3.325 e os auxiliares e as parteiras não podem receber menos que a metade do piso pago aos enfermeiros, ou seja, abaixo de R$ 2.375.


De acordo com a CNSaúde, o piso é financeiramente insustentável para as unidades de saúde. Os protestos ocorrem em diversas cidades do Brasil.


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