Cidade

Projeto de moradias sociais é aprovado por 14 votos a 5

20 ago 2026 às 20:55

O projeto de lei que prevê a destinação de áreas públicas para a construção de moradias sociais foi aprovado em primeira discussão pela Câmara Municipal de Londrina (CML) nesta quinta-feira (20). A votação terminou com 14 votos favoráveis e cinco contrários, após cerca de cinco horas de discussão.


A proposta prevê a utilização de 18 áreas públicas para viabilizar projetos habitacionais. A votação mobilizou moradores favoráveis e contrários à mudança na destinação dos terrenos.


Durante a sessão, moradores de bairros como Marajoara, Cabo Frio e Santa Rita manifestaram preocupação com a manutenção de áreas verdes e espaços utilizados pelas comunidades. Já famílias da ocupação Flores do Campo acompanharam a votação em defesa da construção de moradias populares.


Após a aprovação, o prefeito Tiago Amaral falou sobre a importância de cumprir o prazo para garantir os recursos destinados ao projeto. Segundo ele, a discussão sobre as moradias começou ainda no ano passado, quando foi publicado um edital para a construção de 2.700 casas.


O prefeito afirmou que as construtoras responsáveis pelas obras já foram selecionadas e que o projeto foi encaminhado à Câmara para votação. Segundo Amaral, o prazo para a aprovação é 26 ou 28 de agosto, conforme a tramitação necessária para garantir os recursos.


Durante a entrevista, o prefeito também comentou a possibilidade de realização de uma audiência pública durante o processo de votação. Para ele, uma eventual postergação poderia comprometer o cronograma e resultar na perda dos recursos destinados ao projeto.


Amaral também afirmou que os debates políticos fazem parte do processo legislativo, mas defendeu que a discussão sobre a proposta deveria priorizar a questão habitacional.


Com a aprovação em primeira discussão, o projeto agora segue para segunda discussão na Câmara de Vereadores, prevista para a próxima sessão. Depois dessa etapa, caso seja novamente aprovado, o texto poderá seguir para sanção do Poder Executivo.

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