Cidade

Projeto propõe regras mais rígidas para veículos elétricos após mortes e alta de acidentes em Cascavel

27 abr 2026 às 12:43

Duas mortes recentes e uma sequência de acidentes envolvendo veículos elétricos acenderam o alerta em Cascavel. Diante do cenário, o poder executivo protocolou na Câmara de Vereadores um projeto de lei que busca regulamentar o uso de equipamentos autopropelidos, como patinetes e motos elétricas, no município.


A proposta já começou a tramitar e surge em meio a uma crescente preocupação de autoridades e moradores com a segurança no trânsito. Um projeto anterior sobre o tema, de autoria do vereador João Diego, chegou a tramitar na Casa, mas acabou sendo arquivado.


Entre as principais regras previstas no novo projeto estão a idade mínima de 16 anos para condução, limite de velocidade de até 20 km/h e o uso obrigatório de capacete. O texto também proíbe o uso de fones de ouvido durante a condução.


Quanto à circulação, a proposta estabelece que os veículos devem trafegar preferencialmente em ciclovias. O uso em calçadas será proibido. Na ausência de ciclovias, será permitido circular pelo bordo direito de vias com limite de até 40 km/h.


O projeto também prevê a oferta de um curso de orientação para condutores, embora a participação não seja obrigatória.


A iniciativa ganha força após um caso recente registrado na cidade. No dia 20 de abril, um homem de 54 anos foi atingido na Rua Rio da Paz após a abertura da porta de um veículo enquanto ele passava com um equipamento elétrico. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no último sábado. Dados apontam que, somente em 2025, foram registradas 155 vítimas em acidentes envolvendo autopropelidos.


A proposta busca dar respaldo legal para intensificar a fiscalização, que deverá ser realizada pela Transitar em conjunto com a Polícia Militar do Paraná.


Enquanto isso, o uso desses veículos já faz parte da rotina de muitos moradores. É o caso de Michelly, que utiliza uma moto elétrica para se deslocar do bairro Interlagos até o Centro Cívico. Ela admite que ainda não utiliza capacete, mas afirma que pretende se adequar às novas regras.


O projeto agora segue para análise nas comissões de Constituição e Justiça e de Segurança e Trânsito da Câmara. Caso seja aprovado, o município pretende publicar um decreto detalhando a aplicação das novas normas.

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