Cidade

Quedas de energia preocupam casal que precisa refrigerar insulina

10 set 2026 às 11:56

Moradores da Rua Orlando Cóser, na zona leste de Londrina, convivem com um problema que, segundo eles, se repete várias vezes por semana: as quedas de energia elétrica.


De acordo com Tereza e Edson, a falta de luz chega a acontecer até 5 vezes por semana e, em algumas situações, deixa a rua completamente escura.


Em um dos episódios mais recentes, a energia demorou cerca de 12 horas para voltar.


O problema preocupa ainda mais porque os 2 moradores são diabéticos e dependem de insulina para o tratamento.


Medicamentos precisam de refrigeração

Por mês, o casal recebe gratuitamente 22 frascos de insulina na farmácia municipal.


O medicamento, porém, precisa ser mantido refrigerado. Quando ocorre uma interrupção prolongada no fornecimento de energia, existe o risco de a insulina perder a condição adequada para uso.


Segundo Tereza, ela já perdeu medicamentos por causa das quedas de energia. De acordo com a aposentada, quando isso acontece, a farmácia municipal não faz a reposição sem a apresentação de um laudo da Copel.


O prejuízo pode chegar a cerca de R$ 1,3 mil por mês, considerando o valor dos medicamentos que precisam ser repostos.


Metade da rua fica sem energia


Os moradores também relatam que o problema não afeta toda a rua da mesma maneira.


Um poste localizado na Rua Orlando Cóser marca, segundo eles, a divisão de uma linha de energia. Quando ocorre uma interrupção, metade da via fica sem luz enquanto a outra continua abastecida.


O casal acredita que o problema possa estar relacionado a uma chave da rede elétrica localizada na região.

Além do transtorno causado pela escuridão e pelas interrupções frequentes, a principal preocupação dos moradores é evitar que novas quedas de energia provoquem a perda de medicamentos essenciais.


A Tarobá entrou em contato com a Copel para saber o que pode estar causando as quedas frequentes de energia na região e quais providências podem ser adotadas para solucionar o problema.


Até a publicação desta matéria, a companhia ainda não havia se manifestado sobre a situação.

Veja Também