Foz do Iguaçu, além da peculiaridade de ser uma tríplice fronteira, é marcada pela forte diversidade cultural. A cidade reúne dezenas de etnias, e a comunidade islâmica representa cerca de 10% da população. Neste mês, os muçulmanos celebram o Ramadan, período sagrado de reflexão, abstinência e fortalecimento da fé.
Em Foz do Iguaçu vivem mais de 20 mil muçulmanos. Muitos nasceram na cidade e mantêm vivas as tradições religiosas e culturais herdadas de seus antepassados.
Durante 30 dias, a rotina se transforma completamente. Do nascer ao pôr do sol, os fiéis praticam o jejum: não comem, não bebem nem água e evitam comportamentos considerados negativos. O período é dedicado à oração, à reflexão e ao fortalecimento espiritual.
O jejum é visto como um exercício de disciplina e fé, em busca de purificação. A prática da caridade também é intensificada, com doações e ações solidárias voltadas aos mais necessitados.
Um dos principais símbolos da presença islâmica na cidade é a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, considerada a segunda maior da América Latina e ponto de referência religiosa e turística.
Ao anoitecer, famílias e amigos se reúnem para o iftar, a refeição que encerra o jejum diário. O momento simboliza união, gratidão e partilha. O Ramadan também impacta a economia local: restaurantes registram movimento reduzido durante o dia, mas veem o fluxo aumentar significativamente à noite, acompanhando a mudança na rotina da comunidade.
Mais do que um período de abstinência, o Ramadan representa renovação espiritual e fortalecimento dos laços familiares e comunitários em Foz do Iguaçu.