Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cidade
Cascavel e região

Receita Federal e Polícia Federal deflagram a Operação Platinum

Alvo é organização envolvida com descaminho de eletrônicos e venda em marketplaces na internet
08 abr 2026 às 08:53
Por: Portal Tarobá
Foto: Receita Federal

A Receita Federal participa nesta quarta-feira (08/04/2026) da Operação Platinum. A ação, realizada em conjunto com a Polícia Federal, tem como objetivo desarticular uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à prática dos crimes de contrabando, descaminho e lavagem de capitais. O foco da operação recai, especialmente, sobre o robusto aparato logístico e financeiro utilizado pelo grupo para dar suporte às atividades ilícitas.


Contexto


A organização criminosa investigada possui atuação interestadual e transnacional e conta com uma forte estrutura operacional para dar suporte à prática delituosa.  O grupo utiliza empresas de fachada e interpostas pessoas (“laranjas”), além de adotar uma rígida divisão de tarefas, que vai desde a cotação de preços no exterior até a venda dos produtos de origem ilícita em plataformas digitais como Mercado Livre e Shopee.


Início das investigações


As apurações tiveram início em agosto de 2022, a partir de uma apreensão de mercadorias descaminhadas transportadas por três veículos de passeio em comboio. No curso da investigação, constatou-se que os produtos trazidos irregularmente do Paraguai eram comercializados pelos próprios integrantes da organização por meio de plataformas de vendas on-line, como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza.

Outras notícias

Tá no Findi: cultura, lazer e diversão marcam o fim de semana em Cascavel e região

Carro é encontrado abandonado após capotamento na BR-467 em Cascavel

Jovem morre em Maripá após se envolver em dois acidentes no mesmo dia


Somente no período entre 2020 e 2024, a organização criminosa movimentou mais de 300 milhões de reais em vendas, apenas na plataforma Mercado Livre. Estima-se que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 1 bilhão, ao longo do período investigado, entre vendas das mercadorias ilícitas e operações de lavagem de capitais, demonstrando a elevada capacidade operacional e o expressivo impacto econômico das atividades criminosas.


As mercadorias objeto de descaminho eram predominantemente produtos eletrônicos, tais como aparelhos celulares das marcas XIAOMI, APPLE e SAMSUNG, discos rígidos, robôs aspiradores, equipamentos Starlink, aparelhos de ar-condicionado portáteis, além de perfumes e tintas para impressoras.


Modus operandi


A organização criminosa contava com uma estrutura  interestadual e transnacional, formada por várias empresas, podendo chegar a 300 pessoas jurídicas, a maioria de fachada, e mais de 40 pessoas físicas.


Seus integrantes eram divididos em grupos, de acordo com as funções desempenhadas no esquema delituoso. O “grupo de trabalho” era composto por motoristas, batedores e olheiros; o “grupo de compras” era responsável por pedidos, cotações e pagamentos no Paraguai; e o “grupo de vendas” cuidava do controle das vendas, realizadas principalmente em plataformas de marketplace, além da apuração e distribuição de lucros entre os integrantes.


No curso da investigação também foram identificadas as empresas responsáveis por atuar como “noteiras” – empresas criadas exclusivamente para gerar e comercializar notas fiscais frias, destinadas a dar aparência de legalidade à venda de produtos contrabandeados e descaminhados. Além disso, foram identificadas mais de 10 interpostas pessoas, utilizadas como “laranjas” para a abertura de contas bancárias, a constituição de empresas e a movimentação de recursos.


Alguns dos integrantes da organização atuavam nas redes sociais como especialistas em gestão de vendas, e-commerce e importação, comercializando cursos e mentorias, dando aparência de legalidade às operações ilícitas.


A operação


A operação cumpre 32 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisões preventivas nos Estados do Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, todos expedidos pela 1ª Vara Federal de Guaíra.


Além das medidas judiciais, são cumpridas fiscalizações administrativas com apreensões de mercadorias de origem ilícita em empresas nos estados de Goiás, em atuação integrada da Receita Federal do Brasil e da Polícia Federal.


Participam da ação:

- 52 Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil e 102 Policiais Federais.

 

Compromisso Institucional


A Receita Federal reforça seu compromisso com:

- o combate a fraudes  estruturadas que utilizam CNPJs e fachada e inaptos;

- o combate a crimes fiscais e à lavagem de capitais;

- a atuação integrada com órgãos de investigação e controle.

Veja também

Relacionadas

Cidade
Imagem de destaque

Homem com dois mandados de prisão é detido pela Polícia Militar em Cascavel

Cidade
Imagem de destaque

Batida violenta mata garupa e motociclista foge do local próximo ao Estádio do Café

Cidade

Romu prende dois homens por tráfico de drogas em Cascavel

Cidade

Prefeitura e SESCAP realizam o "Declare Certo" com consultoria gratuita e atrações na Catedral

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Fim de linha: Viação Garcia anuncia suspensão da rota Londrina x Bela Vista do Paraíso

Paraná
Paraná

Trabalhador morre após ser triturado por máquina no PR

Cidade
Londrina e região

Londrina retoma protagonismo aéreo com passagens até 600% mais baratas que Maringá

Cidade
Londrina e região

Homem em surto invade Sesc Cadeião com martelo, quebra tudo e morde vigia

Cidade
Londrina e região

Carreta cai de 20 metros em ponte e motorista fica gravemente ferido no trevo de Guaravera

Podcasts

Imagem de destaque

Agro Talk Campo Vivo: convidados destacam que a eficiência técnica; assista

Podcast Tá no Pod | Expo Londrina 2026 | ACIL e Desenvolvimento de Londrina

Podcast Corta Pra Elas | EP 7 | O Estilo da Boiadeira | Maria Augusta Santana

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.