Cidade

Reconstrução de moradias ainda avança lentamente em Rio Bonito do Iguaçu

15 abr 2026 às 12:38

A reconstrução das moradias segue como um dos pontos mais sensíveis após a tragédia em Rio Bonito do Iguaçu. Entre promessas, programas emergenciais e investigações, poucas casas saíram do papel até agora. No terceiro e último episódio da Série, a Tarobá mostra como está o andamento das obras nas residências e dos programas que foram ofertados aos moradores após o desastre.


Dona Marilda foi a primeira moradora a ocupar uma das unidades entregues pelo Governo do Estado. O modelo, pré-fabricado, foi pensado para dar uma resposta rápida às famílias que perderam tudo.


O projeto, no entanto, enfrentou dificuldades logo no início. A área prevista para construção não foi viabilizada pelo município, o que obrigou a execução das casas em terrenos pertencentes às próprias famílias, desde que com documentação regular.


Ao todo, 20 unidades foram erguidas, mas apenas uma está totalmente habitada. As demais ainda passam por fase de acabamento.


Para Marilda Risso, a nova casa representa mais do que abrigo. É um recomeço após perdas profundas, ela perdeu o marido, a residência e praticamente tudo o que tinha.


Enquanto isso, o programa também passou a ser investigado. O Ministério Público apura denúncias de possível superfaturamento nas construções. A Cohapar informou que respondeu aos questionamentos e que todo o processo seguiu critérios legais, com licitação e pesquisa de preços.


Inicialmente, a previsão era de até 320 casas, mas o número foi reduzido. Parte das famílias optou pelo Cartão Reconstrução, que permite reformar ou reconstruir o próprio imóvel. O benefício pode chegar a R$ 50 mil, conforme o nível de destruição.


Até agora, 704 famílias foram atendidas, com cerca de R$ 20 milhões liberados. Ainda assim, há moradores que seguem fora dos programas e recorrem ao Ministério Público em busca de ajuda.


Cinco meses depois do tornado, a cidade ainda convive com marcas profundas. Enquanto algumas casas começam a surgir, outras histórias seguem marcadas pela espera.


Para quem perdeu tudo, cada parede levantada representa mais do que estrutura, é a tentativa de reconstruir a própria vida.

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