Cidade

Reforma da rodoviária travada no TCE exige mudanças em taxas e regras de disputa

18 mar 2026 às 14:10

O TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) determinou, no último dia 9 de março, as modificações necessárias para que a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) retome a licitação do Terminal Rodoviário de Londrina. A prefeitura precisa substituir a obrigatoriedade de visita técnica por uma declaração de conhecimento do local e ajustar o valor das tarifas de embarque, que sofreram alta de quase 14% na última versão do texto.


O processo de concessão à iniciativa privada está paralisado por uma medida cautelar do órgão desde o final de 2024. O tribunal apontou que as alterações nos custos e a exigência de presença física das empresas interessadas antes do leilão comprometiam a competitividade da disputa. A gestão municipal obteve autorização ainda em 2023 para repassar o espaço por 30 anos, com previsão de investimentos de R$ 20 milhões em melhorias estruturais.


Imagens recentes mostram goteiras e infiltrações severas no prédio em dias de chuva, o que compromete o aspecto do monumento público. O projeto de modernização travado no TCE prevê a reforma completa de sanitários, revitalização do piso, adequações de acessibilidade e reparos definitivos na cobertura.


A CMTU deve agora realizar as adequações exigidas pelo órgão fiscalizador para lançar um novo edital. A transferência da administração para uma concessionária é a principal aposta da administração municipal para viabilizar a reforma total da rodoviária, que atualmente segue sob gestão pública e com estrutura física deteriorada.

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