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Rodrigo Pacheco já adota discurso de presidenciável em Cascavel

11 dez 2021 às 13:40

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, esteve em Cascavel na última sexta-feira (10) e ministrou uma palestra na FAG, em que abordou sobre perspectivas para a economia brasileira em 2022 e também sobre eleições para presidente de República no próximo ano. Pacheco foi anunciado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, como candidato à presidência nas próximas eleições.

Na palestra, Pacheco já adotou um discurso de presidenciável e criticou de maneira dura a polarização vivida no país no cenário político. Ou seja, o senador já se coloca como uma terceira via para concorrer com o presidente Jair Bolsonaro e com o ex-presidente Lula. A crítica foi baseada na crise gerada pela pandemia. “Será que não aprendemos nada com essa pandemia? Tivemos sim essa situação imprevisível que foi a pandemia, matando gente, com os hospitais em colapso. A pessoa estava lá intubada e faltava o insumo para a sedação”, disse.

Rodrigo Pacheco destacou a atuação do Congresso Nacional na tentativa de minimizar os efeitos da crise provocada pela pandemia. “Foram coisas graves que nós vivemos e houve resposta, na medida do possível, para essa crise recentíssima que vivemos e ainda estamos vivendo”, disse.

Um dos pontos destacados pelo presidente do Senado foi a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Precatórios. “Recentemente, nos aprovamos uma PEC para disciplinar os precatórios e dar o espaço fiscal para o Auxílio Brasil, que é uma reedição do Programa Bolsa Família, no valor de 400 reais. Temos uma camada muito considerável da sociedade que precisa dessa ajuda do Estado. Não há dúvida que é um programa social extremamente necessário”, disse. “A política e o estado não podem atrapalhar as pessoas no desenvolvimento da nossa nação. O estado nada mais é do que a soma dos esforços individuais de cada um dos brasileiros e brasileiras, acredito muito no país, apesar de todos os problemas que temos, trabalhando com seriedade, vamos trilhar um bom caminho e atingir bons resultados”, acrescentou.

Nesse sentido, Rodrigo Pacheco pontuou ainda a necessidade de reduzir os índices de desemprego no país. “O melhor programa social de uma nação civilizada é o trabalho, é o emprego, a pessoa ter condição de trabalhar e se autossustentar. Mas nós vivemos num país com muita desigualdade, um país com muita dificuldade, com déficit de inclusão, déficit de educação, déficits sociais e culturais de toda a ordem. Em algum momento nós ter a inteligência de fazer coabitar o programa social com a carteira de trabalho assinada. A pessoa precisa buscar a carteira assinada, ter a ajuda do Estado até que ela fique independente do Estado. O que nós não podemos é deixar de ter um programa social para dizer que o sujeito vai ter que trabalhar e se virar. Isso vai significar fome, miséria e morte das pessoas que mais precisam do Brasil”, disse o senador.

Na palestra Rodrigo Pacheco também enalteceu a força do agronegócio, que impulsiona a economia do Paraná e da região oeste. Ele também destacou a atuação do associativismo e do cooperativismo. A palestra foi promovida pela Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC), com apoio da Caciopar e do G8. Em Cascavel ele foi recepcionado pelo empresário Assis Gurgacz, pelo presidente da ACIC, Genésio Pegoraro e pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. Ele esteve acompanhado por uma comitiva que contou com outros três senadores: Acir Gurgacz (PDT/RO), Weverton Rocha (PDT/MA) e Irajá Abreu (PSD/TO).

Natural de Porto Velho (Rondônia), Rodrigo Pacheco tem 45 anos e foi eleito senador pelo estado de Minas Gerais. Advogado, ele é especialista em direito penal. Pacheco foi o mais jovem conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, entre 2013 e 2015. Além disso, foi auditor do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais e membro do Conselho de Criminologia e Política Criminal daquele estado.


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