Cidade

Rolândia reage com revolta e alívio à pena de Ricardo Seidi

18 set 2026 às 19:27

A condenação de Ricardo Seide pelo assassinato da própria filha, Eduarda Shigematsu, provocou uma forte onda de indignação e sentimento de injustiça entre os moradores de Rolândia. Sete anos após o crime que chocara o município em abril de 2019, a sentença de 23 anos e seis meses de reclusão foi recebida pela comunidade local como branda e desproporcional à gravidade dos fatos. Moradores que acompanham o caso desde o início relatam revolta diante da possibilidade de progressão de regime do réu nos próximos anos.


Outro ponto de intensa insatisfação popular na cidade é a longa tramitação do processo até o desfecho judicial. O julgamento enfrentou oito adiamentos consecutivos antes de ser transferido da comarca de origem para a TJ-PR (Tribunal de Justiça do Estado do Paraná) em Maringá


A mudança de desaforamento, solicitada pelas defesas sob a alegação de que a comoção social em Rolândia comprometeria a imparcialidade dos jurados, foi interpretada pela população local como uma manobra protelatória para esfriar a repercussão da tragédia.


Apesar da distância do julgamento, a memória da menina Eduarda Shigematsu continua viva no cotidiano do município. Lideranças comunitárias e moradores reforçam que o sentimento de luto permanece inalterado desde a época do crime, criticando a sensação de impunidade gerada pelo tempo decorrido até a responsabilização final. Para a população rolandense, a conclusão dos procedimentos pelo PMPR (Poder Judiciário do Estado do Paraná) encerra um capítulo jurídico, mas deixa marcas permanentes de dor e indignação na história da cidade.


RELEMBRE O CASO


Eduarda Shigematsu, de 11 anos, morreu em abril de 2019, em Rolândia. O corpo da menina foi encontrado enterrado em um imóvel da família.


O julgamento ocorre em Maringá após oito adiamentos e mais de sete anos depois da morte da adolescente.

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