A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) abriu uma licitação para modernizar e ampliar o sistema de fiscalização eletrônica de Londrina. O edital prevê um investimento máximo de R$ 49,2 milhões para a instalação, operação e manutenção de radares inteligentes por um período de cinco anos. O envio das propostas pelas empresas interessadas começa hoje e vai até o dia 8 de junho de 2026.
A autarquia estima concluir o processo licitatório no fim de agosto, período em que a empresa vencedora deve assumir o serviço. Como o contrato atual vence no final de maio, a companhia estuda formalizar um acordo emergencial com a atual operadora para manter os equipamentos em funcionamento durante a transição, evitando que a cidade fique sem fiscalização por três meses.
O novo modelo implementará aparelhos com tecnologia OCR, que realiza a leitura automática de placas e transmite dados em tempo real para uma central de processamento de infrações. Ao todo, a concessão contempla o monitoramento de 161 faixas de trânsito, sendo 86 por radares fixos e 75 por equipamentos mistos. Os dispositivos fiscalizarão excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, parada sobre a faixa de pedestres, conversões proibidas e circulação irregular em faixas exclusivas.
O gerente de fiscalização de trânsito da CMTU, Jonas Rico, defendeu o montante financeiro orçado para o edital face aos benefícios esperados para a segurança viária do município. "[O valor é] muito mais do que a gente vai gastar para manter um sistema que vai atuar no controle de velocidade e trazer a preservação da vida e a redução dos sinistros graves no trânsito de Londrina", afirmou o gerente.
Os radares serão instalados em pontos estratégicos e cruzamentos críticos de avenidas de grande movimento da cidade. Entre as vias que receberão os novos equipamentos estão as avenidas Dez de Dezembro, Saul Elkind, Arthur Thomas, Tiradentes, Winston Churchill, Duque de Caxias e Higienópolis, além de rodovias urbanas.
A empresa vencedora do pregão eletrônico precisará submeter os equipamentos a testes práticos e obter a homologação do Inmetro antes do início da operação regular.