A Sanepar está colocando fim a um problema de 30 anos, que afeta cerca de 40 imóveis na Rua Joaquim de Matos Barreto, nos arredores do Lago Igapó, na zona sul de Londrina. As fossas sépticas do local agora vão dar lugar à rede de esgoto, em um investimento de R$ 1 milhão.
A instalação de toda a rede subterrânea está pronta. Para o serviço, foi utilizado um método menos destrutivo, que não exige o corte da rua de ponta a ponta. “Ele causa menos transtorno na abertura. O nosso solo é difícil porque é vermelho e suja muito. Somente fazemos a abertura em pontos específicos para fazer as devidas interligações”, explicou o gerente regional da Sanepar, Gil Gamero.
Neste momento, os trabalhos se concentram na área próxima à rotatória da Avenida Maringá. Nesse ponto será instalada uma estação elevatória, que vai direcionar o esgoto da Rua Joaquim de Matos Barreto para a rede já existente. “As casas eram atendidas em sistema de fossa individual. Como elas não faziam o esgotamento por rede, o esgoto acabava infiltrando", disse Gamero.
O gerente regional disse que foram três anos de estudo e discussões até chegar ao projeto final, compatível com a proposta da construção de um viaduto, onde hoje está a rotatória. “Foram feitas as devidas consultas tanto no Ippul, quanto na secretaria de obras", contou.
A previsão é que a rede de esgoto em construção entre em funcionamento ainda no primeiro semestre deste ano. “A gente abre a torneira lá em cima, abre o chuveiro e fica pensando na água. Às vezes as fossas não comportam e estouram. Corre no asfalto, na estrada e isso é um problema”, relatou a moradora da região Neide Aparecida Pereira.
Essa era a única rua do Jardim Maringá que estava sem a rede de esgoto. O motivo é o declive da área.
A Neide convive com o problema há 20 anos, desde que se mudou pra cá. “É uma conquista para todos nós e para o meio ambiente de Londrina”, finalizou.