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Monitora de CMEI: secretaria sabia de possíveis agressões desde abril; afastamento só em agosto

22 ago 2026 às 12:36

A Secretaria Municipal de Educação de Cascavel se manifestou sobre a prisão preventiva de uma monitora de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), investigada por supostas agressões contra uma criança. Segundo a secretária Gislaine Buraki de Andrade, todas as medidas previstas nos protocolos da rede municipal foram adotadas e o caso está sendo acompanhado pelos órgãos competentes.


Gislaine destacou que, neste momento, os fatos ainda são tratados como suspeitas e que cabe às autoridades responsáveis apurar o que ocorreu.


Segundo a secretária, a situação foi comunicada à Secretaria de Educação no final de abril, quando a direção e a coordenação da instituição informaram os possíveis fatos. A partir disso, as informações foram encaminhadas à Corregedoria e ao Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria).


A Secretaria também orientou a unidade de ensino sobre o preenchimento da documentação necessária para o encaminhamento do caso ao Nucria. As imagens das câmeras de segurança da instituição foram posteriormente encaminhadas para análise.


De acordo com Gislaine, a análise inicial das imagens não identificou situações que permitissem confirmar as possíveis agressões. Por isso, segundo ela, não houve afastamento imediato da profissional.


A monitora, que tem 31 anos de carreira, foi afastada apenas recentemente, por meio de medida cautelar registrada em ata. O afastamento ocorre paralelamente ao procedimento conduzido pela Corregedoria.


A secretária explicou que a legislação e os protocolos internos estabelecem prazos e procedimentos que precisam ser cumpridos antes de uma decisão administrativa. Como não havia, inicialmente, elementos considerados suficientes para confirmar as acusações, a Secretaria não poderia antecipar um julgamento ou determinar automaticamente o afastamento.


A prisão preventiva da monitora, segundo Gislaine, foi uma surpresa para a Secretaria. A decisão judicial ocorreu após a coleta de depoimentos e diante da possibilidade de coação de testemunhas, conforme as informações repassadas às autoridades.


Imagens encaminhadas ao Nucria

A secretária reforçou que todos os elementos disponíveis foram encaminhados ao Nucria para análise. Além das imagens, informações e documentos relacionados ao caso vêm sendo repassados desde abril.


Também há relatos sobre possíveis condutas envolvendo outros profissionais. Sobre isso, Gislaine afirmou que, até o momento, não há informações confirmadas pela Secretaria sobre outras profissionais que tenham praticado agressões.


A Prefeitura aguarda as orientações do Nucria para avaliar eventuais novas medidas, inclusive a possibilidade de afastamento de outras profissionais, caso sejam identificados elementos que justifiquem a providência.


Secretaria diz que caso é isolado

Gislaine também fez questão de ressaltar que o episódio não representa, segundo ela, o trabalho desenvolvido pela rede municipal de educação.


A secretária afirmou que a Secretaria não aceita qualquer forma de agressão ou violência contra crianças e que as equipes das unidades foram orientadas sobre os cuidados e procedimentos necessários.


Segundo ela, a Secretaria mantém acompanhamento direto do caso, mas, a partir desta etapa, a apuração passa a ser conduzida pelas autoridades competentes, especialmente o Nucria e a Corregedoria.


O procedimento segue sob sigilo. A Secretaria afirma que continuará fornecendo as informações solicitadas e aguardará as conclusões das investigações para definir eventuais novas medidas administrativas.

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