O secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira, e a delegada do Nucria, Thais Zanatta, deram entrevista coletiva nesta manhã para atualizar as investigações envolvendo o padre Genivaldo dos Santos e o arcebispo Dom Mauro, ambos ligados a casos de abuso sexual.
No caso do arcebispo Dom Mauro, duas vítimas foram identificadas: uma já confirmada e outra ainda sob apuração. A investigação trata de um suposto abuso ocorrido em 2008, envolvendo uma criança de três anos em uma creche religiosa. Um familiar da criança levou a denúncia à delegada, mas até o momento o caso é preliminar e a um inquérito será aberto para apurar a situação, ouvindo a mãe e também a vítima do abuso.
Quanto ao padre Genivaldo, as oitivas seguem em andamento. Ao todo, sete vítimas foram identificadas, uma delas em Santa Lúcia. Ele teria feito confissão ao sacerdote, admitindo sua homossexualidade. O padre então teria abusado da vítima após a confissão. Algumas vítimas relatam terem sido drogadas, enquanto outras sofreram abusos conscientemente. Até o momento, são por volta de 18 pessoas ouvidas, e cerca de 20 ainda devem prestar depoimento.
Segundo a delegada, o padre oferecia vida confortável a adolescentes e ex-usuários de drogas, com viagens, dinheiro e até piscina em sua residência.
O sacerdote está com prisão temporária de 30 dias, que pode ser convertida em prisão preventiva.