Autoridades e educadores se reuniram em Cascavel para discutir um problema que ainda preocupa: crianças e adolescentes fora da escola.
O tema foi o foco do segundo seminário sobre evasão escolar no município. A proposta é refletir sobre os motivos que ainda afastam estudantes das salas de aula, mesmo com a educação sendo um direito garantido.
O debate sobre o assunto não é recente. Há mais de 15 anos, o desembargador Sérgio Kreuz já levantava a discussão na cidade, liderando um grupo de trabalho voltado ao enfrentamento do problema. De lá para cá, houve avanços, mas os desafios persistem.
Desde 2011, o município conta com um programa de prevenção e combate à evasão escolar, baseado em uma atuação multissetorial. A iniciativa envolve diferentes áreas para identificar casos, acompanhar estudantes e evitar novos registros.
Os números mostram a dimensão do trabalho: em 2025, foram realizados 1.932 atendimentos. Já em 2026, até o momento, são 398 registros.
No cenário estadual, a preocupação continua, mas com uma característica específica. Segundo o Núcleo Regional de Educação, não há índices elevados de abandono definitivo, e sim de faltas recorrentes — o que também acende um alerta.
A responsabilidade de manter crianças e adolescentes na escola é compartilhada, mas recai principalmente sobre as famílias, que podem inclusive sofrer penalidades em casos de negligência.
E a mensagem já é compreendida por muitos. Aos 9 anos, Maria Heloísa representa uma geração que entende a importância da escola — não apenas como obrigação, mas como caminho para o futuro.