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Sérgio Moro diz que trabalha para destravar concessões de pedágio

17 mar 2023 às 15:49

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) disse em entrevista exclusiva a TV Tarobá nesta sexta-feira (17) que trabalha, juntamente com outros representantes da bancada federal, para destravar as concessões de pedágio do estado. Ele cumpre agenda em Londrina neste final de semana.


“Compomos essa comissão do pedágio para ajudar o paranaense, que quer as entradas em boas condições e não é isso que está acontecendo hoje. As entradas estão derretendo por falta de manutenção adequada e não adianta ficar passando a culpa, se é federal ou estadual, o cidadão que ver a coisa funcionar", afirmou.


Em novembro do ano passado, completou 1 ano do fim da última concessão de pedágios no Paraná. O novo modelo ainda segue indefinido. “O contrato tem que ser muito bem feito. Foram 30 anos de um pedágio muito caro e obras que não foram feitas. Eu tive alguns processos, paralelos à Lava Jato, que envolviam o pagamento de suborno a funcionários e dirigentes do DER pelas empresas concessionárias", afirmou Moro.


O ex-juiz federal apontou também que falta transparência e mais divulgação nas negociações. "O cidadão paranaense tem dificuldade de saber qual é a espécie de pedágio que querem fazer, os valores e quais obras serão feitas dentro dos contratos". 

 

Para ele, os novos preços não devem ser caros, a ponto de evitarem a circulação de pessoas, mas devem permitir que investimentos sejam feitos na malha viária. "Se não, o Paraná vai ficar para trás e vamos perder em infraestrutura e investimentos", falou.


Moro ainda cobrou manutenção das rodovias mesmo antes das novas concessões. "Aquilo que estamos vendo por exemplo na BR-277 não pode acontecer”, completou.

 

Lava a Jato

 

Nesta sexta-feira (17), a Operação Lava Jato, uma das maiores iniciativas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro do Brasil, completou 9 anos. Moro também comentou sobre o legado da operação.

 

“A Lava a Jato nos ensinou que a gente pode combater a corrupção no Brasil. Ela não é um efeito da natureza nem resultado do clima tropical, mas das nossas fraquezas institucionais. As revezes que a operação teve nos últimos anos nos revela outra lição, que a luta tem que ser permanente”, finalizou.