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"Soldado teve tempo de se arrepender, mas continuou", diz comandante da PM

15 jul 2022 às 09:05

O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, Coronel Hudson Leôncio Teixeira concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (15), em Londrina, sobre o caso do policial militar Fabiano Junior Garcia, 37 anos, que matou oito pessoas e tirou a própria vida em Toledo e Céu Azul. 


Ele relatou que assim que receberam informações tentaram prender o soldado antes que ele retornasse de Céu Azul para Toledo, mas o militar teria dito para um oficial que estava fugindo para Foz do Iguaçu, o que atrapalhou a localização. 


Ainda durante a coletiva, o comandante afirmou que o militar enviou várias mensagem para familiares no intervalo das mortes. 


Segundo o comandante Fabiano estava em processo de separação e com dívidas o que poderia ter sido a motivação. Mas ainda segundo os colegas de trabalho, ele era bastante tranquilo e não apresentava histórico de problemas psicológicos. 


O comandate explicou ainda que o militar teve tempo de pensar e se arrepender, mas mesmo assim continou com as mortes, e eles presumem que o crime foi planejado. A arma utilizada e o carro foram apreendidos. A Polícia Civil está investigando a motivação da chacina.



Entenda o caso


O policial matou os dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 9 anos em Céu Azul. Ele retornou para Toledo, onde matou dois jovens de 17 e 19 anos que estavam na rua e não seriam nem conhecidos dele. A situação foi registrada na noite de quinta-feira (14) e madrugada de sexta-feira (15). 


Já na casa ele atirou contra a mãe e o irmão que também morreram na hora. A esposa e a filha de 12 anos foram baleadas e morreram. 


A Polícia investiga se ele atirou na esposa e filha antes de se deslocar para Céu Azul. 


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