A defesa de Franciele Gawleta, de 27 anos, classificou como “lamentável” o histórico pessoal e os relacionamentos da mulher ao longo da vida. Ela é a principal suspeita de matar os dois filhos, de um e cinco anos, em Arapongas, no Norte do Paraná.
Segundo a advogada, Franciele tem um histórico de depressão e tentativas de suicídio. A defesa também afirma que ela estava sem a medicação adequada por decisão própria.
Ainda de acordo com a advogada, a vida pessoal da investigada foi marcada por traições conjugais e conflitos familiares.
Franciele também teria tido outros dois filhos. Um deles tem dez anos, enquanto outra filha morreu após se engasgar, conforme as informações apresentadas pela defesa.
Como ocorreu o crime
De acordo com as investigações, Franciele teria esganado as duas crianças em Arapongas e, depois, dirigido cerca de 150 quilômetros até uma ponte entre Itambaracá e Bandeirantes.
Em depoimento, ela afirmou que pretendia deixar as meninas no local para que alguém as encontrasse e providenciasse o sepultamento, já que familiares do pai das crianças moram na região.
Franciele também relatou que pretendia pular da ponte e tirar a própria vida. No entanto, foi encontrada viva horas depois de as crianças serem localizadas e acabou presa.
O delegado Denner Roque confirmou que a mulher confessou o crime.
Defesa se manifesta
Em nota, a defesa afirma que os acontecimentos estão sendo apurados dentro do devido processo legal. A advogada ressalta que conclusões precipitadas podem prejudicar os direitos fundamentais da investigada e a garantia constitucional da presunção de inocência.
Por fim, a defesa afirma estar disposta a colaborar com a imprensa, desde que sejam respeitados os limites da ética e da legalidade.
Franciele está detida na cadeia de Cambará, unidade masculina, e deve ser transferida para a cadeia de Santo Antônio da Platina, destinada à custódia de mulheres.