Cidade

Suspeito de matar jovem e esconder corpo em geladeira é preso no PR

21 jul 2026 às 15:47

Uma operação conjunta entre as Polícias Civis do Paraná e do Rio de Janeiro resultou na prisão de Renan de Lorena Reus, de 32 anos. Ele é o principal suspeito do feminicídio de sua companheira, Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, ocorrido na cidade de Rio das Ostras (RJ). O homem foi localizado escondido no bairro Lagoa Dourada, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.


A captura ocorreu após a troca de informações entre a Divisão de Assessoria de Informações da Polícia Civil do Rio (DAI/PCRJ) e os grupos TIGRE e DENARC da Polícia Civil do Paraná (PCPR). Os agentes paranaenses localizaram o suspeito em um quarto de fundos de um imóvel residencial na região da Tríplice Fronteira.


Nome falso e tentativa de disfarce


Durante a abordagem policial, Renan tentou enganar as equipes mentindo sobre a sua identidade: afirmou ser natural de São Paulo e alegou estar sem documentos. No entanto, após o cruzamento de dados e a confirmação das autoridades, o mandado de prisão preventiva em aberto foi cumprido.


Ele foi conduzido à Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, onde permanece detido e à disposição da Justiça.


Crime chocante e histórico de violência

O crime causou comoção no estado do Rio de Janeiro. Thaíssa deixou de responder aos familiares no fim de agosto de 2025. Preocupados com o sumiço de cinco dias, parentes foram até a casa do casal, onde o padrasto da jovem encontrou o corpo ocultado dentro de uma geladeira.


As investigações lideradas pelo delegado Mauro Gonçalves indicam que o acusado agiu de forma premeditada para facilitar a fuga:


  • Contenção de odores: O suspeito vedou portas e janelas com fita adesiva para adiar a descoberta.

  • Bloqueio de contatos: Usou o telefone da vítima para bloquear familiares e ganhar tempo.


O casal mantinha um relacionamento de cerca de cinco anos e havia se mudado para o litoral fluminense poucos meses antes do crime. A polícia apontou que ambos já tinham histórico de boletins de ocorrência por brigas e denúncias de cárcere privado. Laudos papiloscópicos confirmaram as impressões digitais do suspeito na cena do crime.

Veja Também