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Suspeito de matar jovem que protegeu a namorada em Londrina é preso

11 jun 2026 às 09:45

Uma ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar resultou na prisão de Pedro, principal suspeito de assassinar o jovem João Bosco, de 22 anos, no último dia 31, na Vila Romana, zona leste de Londrina.

Considerado foragido da Justiça e alvo de um mandado de prisão temporária, o investigado foi localizado e preso na cidade de Foz do Iguaçu.


Segundo as autoridades, Pedro deverá ser transferido para Londrina nos próximos dias, onde responderá pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.


Relembre o caso


O crime aconteceu na Rua José Pirola, na Vila Romana. João Bosco estava acompanhado da namorada, Renata, de 33 anos, quando os dois foram surpreendidos pelos ocupantes de uma caminhonete branca.

Diversos disparos foram efetuados contra o casal.


De acordo com as investigações, ao perceber o ataque, João entrou na frente da companheira para protegê-la. O jovem foi atingido por seis tiros, sendo dois no abdômen, dois no peito e dois nos braços.


Equipes do SIATE e do SAMU tentaram reanimá-lo por mais de 40 minutos, mas ele não resistiu aos ferimentos.


Renata também foi baleada nas costas, foi socorrida e sobreviveu.


Motivação investigada


A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios de Londrina aponta que Renata seria o alvo principal do atentado. Segundo a polícia, ela mantinha uma antiga amizade com Luana, companheira de Pedro, mas as duas teriam rompido a relação após desentendimentos, ameaças e disputas judiciais.


Horas antes do crime, os dois casais teriam se encontrado em uma conveniência na Avenida das Maritacas. Imagens de segurança registraram o suspeito circulando pelo local à procura das vítimas.


Após deixar o estabelecimento, Pedro teria efetuado disparos para o alto e seguido até a residência de Renata, onde ocorreu o atentado.


O que dizem as defesas


A defesa de Pedro confirmou que ele efetuou os disparos, mas sustenta que o investigado agiu em legítima defesa.


Já a defesa de Luana nega qualquer participação ou incentivo ao crime. Segundo os advogados, ela deixou a caminhonete antes do atentado e estava em um churrasco no momento dos tiros, versão que teria sido confirmada por testemunhas.


A Polícia Civil segue concluindo o inquérito, que já conta com a apreensão da caminhonete utilizada no crime e agora avança com a prisão do principal investigado.

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