Um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) revelou que a maioria das prefeituras paranaenses não possui estrutura adequada para enfrentar desastres climáticos. A auditoria avaliou 398 municípios — com exceção de Rio Bonito do Iguaçu, que se recupera dos estragos de um tornado — e apontou que em 34 cidades a nota foi zero no quesito preparação. Em mais da metade do estado, faltam planos de contingência e mapeamento de áreas de risco.
O alerta do órgão fiscalizador ganha urgência com a confirmação da Organização Meteorológica Mundial de que o fenômeno El Niño está consolidado e pode atingir intensidade "muito forte", com alta probabilidade de se estender até fevereiro de 2027. O Paraná ocupa a segunda maior área do mundo suscetível a tornados, tendo registrado pelo menos dez ocorrências deste tipo somente neste ano.
Nos últimos dez anos, o estado contabilizou quase 6 mil eventos naturais extremos, que afetaram 4,5 milhões de pessoas e geraram prejuízos calculados em R$ 30 bilhões. Diante desse histórico, o tempo de resposta das equipes de socorro e a prevenção coordenada pelas Defesas Civis municipais são apontados como cruciais para evitar tragédias.
Em municípios como Cascavel, a coordenação local afirma manter a estrutura de prontidão, com foco nas ocorrências de ventos fortes e tempestades. Em situações de emergência, destelhamentos ou alagamentos, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo número 199.