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Temporais deixam destruição no Paraná e Maringá decreta calamidade

Tempestades provocaram destelhamentos e falta de energia; Londrina registrou 36 milímetros de chuva
02 nov 2026 às 10:31
Por: Band
Foto: Reprodução

Os temporais que atingiram o Paraná entre domingo (1º) e a manhã desta segunda-feira (2) provocaram destelhamentos, quedas de árvores, bloqueios em ruas e falta de energia elétrica em diferentes regiões do estado. Os maiores estragos foram registrados em Maringá, no Noroeste, e Marquinho, no Centro-Sul.


Em Maringá, o prefeito Silvio Barros anunciou um decreto de calamidade pública após a tempestade que atingiu a cidade durante a madrugada. Já em Marquinho, uma chuva de granizo provocou danos em residências, estabelecimentos comerciais e prédios públicos. A estimativa da prefeitura é de que até 70% do município tenha sido afetado.


Laranjal também registrou prejuízos na zona rural. Em Londrina, foram contabilizados 36 milímetros de chuva, e a Defesa Civil mantém as equipes em sobreaviso diante da possibilidade de novas tempestades.


Maringá anuncia calamidade pública após temporal


Maringá foi atingida por um forte temporal na madrugada desta segunda-feira (2), feriado de Finados. Entre meia-noite e 7h, foram registrados 49,8 milímetros de chuva, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). As rajadas de vento chegaram a 40 km/h.


A tempestade derrubou árvores e postes, danificou imóveis, atingiu veículos e prejudicou o trânsito em diferentes regiões da cidade.

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Na Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, árvores caíram sobre a pista e provocaram bloqueios. Também foram registrados estragos nas avenidas Brasil, Tiradentes e Tuiuti.


Na Avenida Humaitá, uma árvore atingiu veículos estacionados. Na Rua Fernão Dias, outra caiu sobre o muro de uma igreja. A cobertura de um posto de combustíveis também desabou.


Diante dos prejuízos, o prefeito Silvio Barros anunciou um decreto de calamidade pública. A medida permite a realização de contratações emergenciais e a liberação de recursos para atender a população e recuperar os locais atingidos.


Equipes das secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Limpeza Urbana (Selurb), além da Defesa Civil, trabalham na retirada de árvores e galhos e no atendimento das ocorrências. A prefeitura ainda contabiliza os danos.


Granizo provoca destruição em Marquinho


Em Marquinho, município de aproximadamente 4,4 mil habitantes, a chuva de granizo atingiu a cidade na tarde de domingo (1º). Ruas e quintais ficaram cobertos por pedras de gelo, enquanto os ventos fortes provocaram destelhamentos e quedas de árvores.


A prefeitura estima que até 70% do município possa ter sido afetado.


Casas, estabelecimentos comerciais, postos de saúde e prédios públicos sofreram danos. Entre os imóveis atingidos estão as três escolas municipais: Rui Barbosa, Cândido Xavier e Jânio Quadros. O Centro de Eventos e a sede da prefeitura também foram danificados.


Na zona rural, as comunidades de Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará estão entre as mais afetadas.


A tempestade também comprometeu o fornecimento de energia elétrica. Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), aproximadamente 2,4 mil unidades consumidoras ficaram sem luz, o equivalente a cerca de 99% do município.


Equipes da companhia foram mobilizadas para recuperar a rede elétrica, danificada pelos ventos, granizo e queda de postes.


O Corpo de Bombeiros organiza um ponto de distribuição de lonas na prefeitura para atender moradores que tiveram as casas destelhadas. Até o último levantamento, não havia confirmação de feridos, desalojados ou desabrigados.


Laranjal registra danos na zona rural


O temporal também atingiu Laranjal, município localizado a aproximadamente 60 quilômetros de Marquinho.


Os estragos se concentraram na zona rural, onde casas ficaram parcialmente destruídas. A Defesa Civil trabalha para identificar os moradores afetados e contabilizar os prejuízos.


Até a última atualização, não havia um balanço oficial sobre o número de pessoas atingidas.


Londrina registra 36 milímetros de chuva


Em Londrina, no Norte do Paraná, foram registrados 36 milímetros de chuva entre as 16h de domingo (1º) e as 7h desta segunda-feira (2), segundo o Simepar.


A Defesa Civil colocou as equipes e o Comitê de Crise em regime de sobreaviso para acompanhar as condições meteorológicas. Até o início da manhã, não havia registros de ocorrências nos canais oficiais de atendimento.


A preocupação é com a possibilidade de novas tempestades nos próximos dias.


Previsão indica mais chuva no Paraná


Segundo o Simepar, a entrada de calor e umidade vindos do Norte do Brasil favorece a formação de áreas de instabilidade em diferentes regiões do Paraná.


Nesta segunda-feira (2), ainda há possibilidade de chuva forte em curto período, rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo.


Em Marquinho, a previsão indica que a instabilidade pode continuar pelo menos até sábado (7).


Em Londrina, a terça-feira (3) deve ser o único dia da semana sem previsão de chuva. As instabilidades retornam na quarta-feira (4), e o maior acumulado previsto ocorre no sábado (7), com 21 milímetros.


No domingo (8), a chegada de uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas.


Orientações para moradores


A Prefeitura de Maringá orienta que os moradores não tentem retirar árvores ou galhos caídos, principalmente em locais próximos à rede elétrica.


Os pedidos de remoção podem ser registrados pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site da prefeitura, na opção Temporal.


Em situações de emergência com risco à vida, a população pode acionar:


  • Samu: 192;

  • Defesa Civil: 199;

  • Corpo de Bombeiros: (44) 3127-1193 ou (44) 99144-4363.


Ocorrências envolvendo fios rompidos, postes quebrados ou falta de energia devem ser comunicadas à Copel pelo telefone 0800 51 00 116 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8973.


A Defesa Civil recomenda evitar áreas alagadas, não atravessar enxurradas e manter distância de árvores, postes e estruturas danificadas durante os temporais.

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