Após a confirmação de 13 tornados no Paraná em 2026, pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a preocupação da população com as condições do tempo tem aumentado. Tempestades, vendavais e chuvas de granizo que atingem diferentes regiões do Estado reforçam a sensação de insegurança diante da frequência e da intensidade dos fenômenos climáticos.
Moradores relatam que passaram a acompanhar com mais atenção as previsões meteorológicas e os alertas. A repetição dos temporais e os estragos provocados pelos ventos fortes têm chamado a atenção da população, que percebe mudanças no comportamento do clima.
Entre julho e novembro de 2026, o Paraná registrou 760 desastres climáticos. Onze pessoas morreram e mais de 370 mil foram afetadas pelos eventos severos, conforme dados apresentados pela Defesa Civil.
Parte desse cenário está relacionada à influência do El Niño. O fenômeno começou a atuar em junho, e as projeções indicavam maior impacto entre outubro e dezembro. Segundo a Defesa Civil, a influência pode continuar até março de 2027, com possibilidade de variação na intensidade dos efeitos.
Em Londrina, os últimos meses também foram marcados por temporais, com registros de destelhamentos e quedas de árvores. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de eventos mais severos, como tornados. Apesar dos recursos tecnológicos utilizados no monitoramento, não é possível prever com 100% de precisão como uma tempestade vai se comportar ao atingir determinada região.
Como se proteger durante temporais
Diante desse cenário, a orientação é acompanhar os alertas e as informações divulgadas pelos órgãos oficiais. Quando houver previsão de eventos severos, a recomendação é procurar um local seguro para se abrigar.
Dentro de casa, é importante fechar portas, janelas e cortinas e permanecer em cômodos mais centrais, longe das áreas externas. O banheiro também pode ser uma opção, por geralmente ter paredes mais resistentes e janelas menores.