Um princípio de motim mobilizou equipes da Polícia Penal, do SOE (Setor de Operações Especiais) e da Rotam da Polícia Militar no final da tarde na Cadeia Pública de Cambé, na Região Metropolitana de Londrina. A confusão teve início por volta das 16h50, quando um grupo de detentos se recusou a retornar para as celas após o período de banho de sol.
O tumulto gerou momentos de forte tensão na vizinhança. Moradores de prédios residenciais localizados no entorno da unidade relataram barulhos de gritaria, correria e estampidos vindos do interior do mini-presídio.
Uso de força tática e atendimento médico
Para restabelecer a ordem e realizar o trancamento das celas, os agentes utilizaram munições de impacto controlado (balas de borracha) e bombas de gás lacrimogêneo.
Com o fim do tumulto, socorristas do Samu foram acionados para prestar atendimento aos detentos que sofreram ferimentos leves decorrentes da intervenção tática. Nenhum preso precisou ser encaminhado a unidades hospitalares, e todos os curativos foram realizados no próprio local.
Superlotação e situação sob controle
Informações preliminares apontam que o estopim da recusa dos presos estaria ligado à superlotação da estrutura carcerária.
Apesar do susto para a população vizinha, a situação no local foi totalmente controlada e a rotina do presídio restabelecida. O Departamento Penitenciário do Paraná (Deppen) deve emitir uma nota oficial sobre a contagem dos detentos e os desdobramentos do incidente.