Moradores da Vila Casoni, na região central de Londrina, cobram providências urgentes da prefeitura devido às condições de abandono de um grande terreno no bairro. A área apresenta problemas crônicos de mato alto, acúmulo de lixo e o risco constante de proliferação de animais peçonhentos. Quem reside no local há mais de seis décadas afirma que diversas solicitações de limpeza já foram enviadas ao município, mas nenhuma medida foi tomada até o momento.
O aposentado Atílio Batista, morador tradicional do bairro, relata que a vizinhança já tentou contato com os canais oficiais da administração pública repetidas vezes, sem obter retorno ou execução dos serviços de zeladoria urbana.
Onda de furtos preocupa comerciantes
Além do mau cheiro e da sujeira, a falta de segurança no entorno do loteamento se tornou o principal motivo de alerta. Comerciantes estabelecidos na região afirmam que a densidade do matagal facilita a ação de criminosos, que utilizam o espaço como rota de fuga e esconderijo.
Recentemente, dois estabelecimentos vizinhos foram alvo de ações criminosas:
Oficina Beto Car: Um homem invadiu o pátio da empresa e furtou diversos objetos de trabalho.
Oficina Celso Car: O estabelecimento, situado logo em frente ao primeiro, sofreu uma ocorrência similar em curto espaço de tempo.
O mecânico e proprietário Celso Ferreira ressalta que a sensação de impunidade e o avanço da criminalidade têm provocado revolta entre os trabalhadores locais. Segundo o empresário, o temor é de que a ausência do poder público faça a população tentar resolver o problema por conta própria.
Extensão do terreno e uso irregular
A área apontada pelos moradores possui grandes dimensões e se estende desde a Rua Othelo Zeloni até a Rua Caraívas. Vizinhos do lote suspeitam que, além de servir para a ocultação de materiais furtados, o perímetro também esteja sendo utilizado como abrigo improvisado.
A moradora Rose Chaves reforça o apelo coletivo por fiscalização e exige que a prefeitura identifique e notifique os responsáveis pela manutenção do imóvel.
A reportagem solicitou um posicionamento da Sema (Secretaria Municipal de Ambiente) e da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) para verificar se o lote é público ou privado e se há aplicação de multas programada, mas aguarda o retorno dos órgãos.