Cidade

Testemunhas confirmam golpe proibido em luta que lesionou atleta

04 set 2026 às 09:03

A Polícia Civil avançou na investigação sobre a lesão grave sofrida pelo lutador Willian “Kabuto” durante uma competição em Londrina. Três testemunhas foram ouvidas no 5º Distrito Policial e relataram detalhes sobre a manobra aplicada durante a luta.


Entre os depoentes estão uma pessoa ligada à organização do evento e dois professores ou técnicos de equipes. Segundo a investigação, os três foram unânimes ao afirmar que o golpe conhecido como “bate-estaca” é proibido pelas regras da modalidade, principalmente pelo risco de lesões na região da coluna cervical.


Testemunhas afastam hipótese de acidente


Os depoimentos também serão analisados pela polícia para determinar a intenção e a dinâmica da manobra.


Segundo as testemunhas, incluindo uma pessoa que presenciou diretamente o momento do golpe, o atleta apontado como responsável estaria bem posicionado e teria preparado a aplicação da técnica.

Esse relato pode afastar, na avaliação dos investigadores, a hipótese de que a lesão tenha ocorrido por um acidente casual ou por um simples escorregão.


Golpe ilegal pode ter consequência criminal


Do ponto de vista jurídico, a informação de que a técnica utilizada seria proibida pela própria modalidade pode ser relevante.


Em situações esportivas, a prática de uma atividade dentro das regras pode, em determinadas circunstâncias, ser considerada exercício regular de direito. Porém, quando existe uma conduta deliberadamente contrária às regras da competição, essa tese pode ser afastada.


Nesse cenário, a Polícia Civil apura se os fatos podem configurar lesão corporal na esfera criminal. Ainda não há conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade.


Novos depoimentos estão previstos para as próximas semanas. O atleta acusado deve ser o último a prestar esclarecimentos à Polícia Civil.


Estado de saúde de Kabuto


Enquanto o inquérito avança, o lutador segue em recuperação. Kabuto deixou a UTI e foi transferido para um quarto do Hospital Evangélico. Ele também não está mais intubado.


Apesar da evolução, o quadro continua delicado. O atleta ainda não apresenta sensibilidade da cintura para baixo e aguarda a redução do inchaço na medula após o procedimento cirúrgico.


A equipe médica deverá avaliar a evolução do quadro antes de determinar possíveis sequelas permanentes e o prognóstico de recuperação.


Vaquinha supera meta inicial


A família também criou uma vaquinha online para ajudar a custear o tratamento e a fisioterapia do atleta.

Segundo os familiares, a arrecadação já ultrapassou a meta inicial estabelecida para auxiliar nas despesas do processo de recuperação.

Veja Também