Um laudo pericial contratado pela família de uma das vítimas apontou que o automóvel envolvido no acidente que deixou três mortos em Londrina trafegava a pelo menos 97 km/h no momento do impacto. O acidente ocorreu no dia 8 de agosto, no cruzamento das ruas Omar Mazzei e Osvaldo Leite, via onde a velocidade máxima permitida é de 40 km/h.
O veículo atingiu a motocicleta ocupada por Brendon Ryan Romanholi, de 20 anos, e Giovana Pereira Leite, de 18 anos. Na sequência, o automóvel também atingiu Alexandre Bueno, de 51 anos, que caminhava pela calçada. As três vítimas morreram em decorrência da colisão.
Além da perícia técnica paralela, os depoimentos das testemunhas ouvidas pela PCPR (Polícia Civil do Estado do Paraná) tornaram-se centrais para a investigação. Moradores e pedestres que presenciaram o atropelamento corroboraram a versão de que o veículo trafegava em altíssima velocidade. Relatos indicam que o impacto ocorreu de forma repentina e que outros pedestres que circulavam pelo trecho quase foram atingidos pelo carro.
Com base nos depoimentos das testemunhas e na nova medição técnica, a defesa da família sustenta que o condutor do veículo assumiu o risco de matar, solicitando o indiciamento por homicídio com dolo eventual. A perícia oficial do estado havia estimado a velocidade do automóvel em cerca de 79 km/h. Os novos elementos foram anexados ao inquérito policial.