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Testemunhas prestam depoimento no julgamento de pai e avó de Eduarda

16 set 2026 às 20:55

O julgamento de Ricardo Seide e Terezinha de Jesus, pai e avó de Eduarda Shigematsu, segue nesta quarta-feira (16), no Tribunal do Júri, em Maringá. Ao longo da tarde e do início da noite, testemunhas foram ouvidas durante a sessão, que ocorre após oito adiamentos.


Testemunhas prestam depoimento

Sete testemunhas estão previstas para serem ouvidas durante o julgamento. Entre as pessoas que já prestaram esclarecimentos estão uma policial civil do CICCRID, departamento especializado em casos de crianças desaparecidas, que participou das buscas por Eduarda em 2019; um policial civil investigador da Delegacia de Rolândia; o delegado Bruno Silva Rocha, que conduziu o inquérito policial sobre a morte da menina; um vizinho da residência onde Eduarda foi encontrada; o médico legista responsável pelo exame de necropsia; e uma mulher que trabalhava como diarista na casa da avó da menina.


Na noite desta quarta-feira (16), Ricardo Seide também começou a ser ouvido durante o julgamento.


Acusação e defesa

Durante o depoimento do médico legista, o profissional afirmou que as lesões identificadas no pescoço, queixo e região cervical da menina são compatíveis com esganadura. A defesa de Terezinha de Jesus, avó paterna da menina, não fez perguntas ao profissional. Na sequência, ele foi questionado pelos advogados de defesa de Ricardo Seide.


Réus

O pai da menina, Ricardo Seide, é acusado de ter provocado a morte da filha por asfixia e de ter ocultado o corpo no quintal de um imóvel. A avó, Terezinha de Jesus, responde ao processo como cúmplice.

As defesas dos réus sustentam a inocência de ambos e devem apresentar os argumentos durante a sessão do Conselho de Sentença.


Próximos passos

O júri ainda está na etapa de oitiva das testemunhas. Na sequência, estão previstos os interrogatórios dos réus e os debates entre as partes, com duas horas e meia destinadas à acusação e o mesmo tempo para a defesa.


Depois, poderão ocorrer a réplica e a tréplica, antes da decisão dos sete jurados.


Relembre o caso

Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi encontrada morta e enterrada no quintal de uma casa, em Rolândia, em abril de 2019. O julgamento do pai e da avó ocorre após oito adiamentos ao longo dos anos.


Tarobá acompanha de perto

Desde as primeiras horas desta quarta-feira, a Tarobá acompanha diretamente do fórum em Maringá a chegada dos envolvidos, a movimentação das equipes e o andamento do julgamento.


A cobertura terá atualizações sobre os principais momentos do júri ao longo dos próximos dias.

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