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Trânsito de Cascavel registra maior número de mortes em dez anos no primeiro semestre

24 jul 2026 às 12:42

O trânsito de Cascavel terminou o primeiro semestre de 2026 com um alerta preocupante. Foram 18 mortes registradas entre janeiro e junho, o maior número dos últimos dez anos para o mesmo período.


Nas ruas, o sentimento de insegurança faz parte da rotina de muitos moradores. Para quem precisa atravessar a cidade a pé, o cuidado precisa ser redobrado.


A Elaine, por exemplo, relata que muitos motoristas ainda desrespeitam os pedestres e que atravessar uma rua exige atenção constante.


Outros moradores apontam que, além de melhorias na sinalização, é preciso ampliar as ações de educação no trânsito e conscientização dos condutores.


O medo tem justificativa. No primeiro semestre, o trânsito de Cascavel foi mais letal do que a criminalidade. Enquanto o número total de acidentes permaneceu praticamente estável, a gravidade das ocorrências aumentou.


Foram 2.808 sinistros registrados entre janeiro e junho, apenas 0,7% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o número de mortes saltou de oito para 18 vítimas, um aumento de 125%.

Apesar disso, houve redução no número de feridos. Ao todo, 463 pessoas ficaram machucadas em acidentes, uma queda de quase 22%.


O problema está na violência das colisões. A maioria das mortes ocorreu em acidentes transversais, seguidos por atropelamentos e batidas frontais.


O perfil das vítimas também chama atenção. Dos 18 mortos, sete tinham entre 18 e 29 anos, faixa etária que continua concentrando o maior número de vítimas. Além disso, 11 eram homens.


Os motociclistas seguem como um dos grupos mais vulneráveis. Mesmo com a redução nos acidentes envolvendo motos, eles representaram 38,9% das mortes no trânsito. Foram sete motociclistas que perderam a vida apenas nos primeiros seis meses do ano.


Os atropelamentos tiveram queda no período, passando de 41 para 36 ocorrências. O número de pedestres feridos também diminuiu, mas a gravidade dos casos aumentou. As mortes entre pedestres passaram de uma para quatro, incluindo uma criança e dois idosos.


Outro ponto de atenção está nos locais onde os acidentes acontecem. Os cruzamentos com maior número de registros ficam em vias movimentadas e, em muitos casos, possuem semáforos, faixas de pedestres e sinalização reforçada.


Entre os pontos com mais ocorrências aparecem o cruzamento da Rua Vitória com a Avenida Tancredo Neves, seguido pela Rua Olindo Periolo com a Avenida Rocha Pombo e pela Avenida Rocha Pombo com a Avenida Brasil.


Segundo a Transitar, medidas de engenharia de tráfego, fiscalização e ações educativas seguem sendo realizadas para tentar reduzir os índices.


Mesmo com os esforços, o balanço do primeiro semestre deixa um sinal de alerta: 2026 já registra o maior número de mortes no trânsito de Cascavel nos últimos dez anos para o período de janeiro a junho.


Um cenário que mostra que, além das melhorias estruturais, a mudança de comportamento dos condutores continua sendo fundamental para evitar novas tragédias nas ruas da cidade.

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