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UEL oferece atendimento gratuito e integrado a pacientes com Parkinson

09 set 2026 às 14:39

Com a projeção de crescimento expressivo dos casos de doença de Parkinson no Brasil nas próximas décadas, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) oferece à população de Londrina e região o Parkinter, Projeto de Assistência Integrada e Especializada a indivíduos com doença de Parkinson. De forma gratuita e interdisciplinar, a iniciativa atende mais de 60 pacientes e reúne ações dos cursos de fisioterapia, farmácia, nutrição, ciências da computação, direito e além de uma professora de música que desenvolve aulas de canto-coral.


No Brasil, 535.999 pessoas viviam com doença de Parkinson em 2024. Um estudo publicado em 2025 pela The Lancet Regional Health – Americas, realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), projeta que esse número pode chegar a 1.250.638 pessoas até 2060.


O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Parkinson (DP), do Ministério da Saúde, aponta que, apesar do crescimento expressivo do Parkinson no Brasil, ainda existem poucos dados de base populacional sobre a doença, o que limita uma análise precisa de sua evolução histórica no país.


Segundo o protocolo, não existe cura ou tratamento preventivo para a doença de Parkinson, mas há diferentes possibilidades de cuidado para pessoas já diagnosticadas. O tratamento combina medicamentos e terapias não medicamentosas, entre elas fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia, que estão entre as abordagens com evidências científicas destacadas pelo documento.


Nesse contexto, o Parkinter atua de forma integrada, reunindo diferentes áreas da UEL para oferecer acompanhamento especializado e gratuito às pessoas com doença de Parkinson. A proposta interdisciplinar busca contribuir para o cuidado dos pacientes, familiares e cuidadores e para a manutenção de sua qualidade de vida diante dos desafios impostos pela doença.


Segundo a coordenadora do projeto, Suhaila Smaili, é muito importante que o tratamento da doença de Parkinson seja feito de forma interdisciplinar. “A doença de Parkinson é multissistêmica, em que várias áreas do cérebro estão comprometidas. Existem os sintomas motores, ligados à lentidão dos movimentos e tremores e os sintomas não motores, que afetam o intestino, o sono e os sentidos”, explica Smaili.


Criado, em 2023, a partir do Grupo de Pesquisa em Fisioterapia Neurofuncional da Universidade Estadual de Londrina (GPFIN-UEL), o Parkinter procura proporcionar um atendimento completo, personalizado e humanizado ao paciente. Os atendimentos são realizados todas às terças e quinta-feiras, de forma individual e em grupo.


“Essa rede de cuidado integral faz com que essas pessoas se sintam acolhidas, que elas tenham voz e criem uma comunidade”, detalha Smaili.


A coordenadora reflete sobre a necessidade de tratamentos humanizados. “Para tratar a doença de Parkinson não é só tomar os remédios. Essa é uma doença que afeta todos os aspectos da vida do paciente. Isso também precisa ser olhado”, afirma.

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