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Um dia após tragédia, investigação busca esclarecer acidente nas Cataratas do Iguaçu

29 jul 2026 às 08:32

Um dia após o acidente que terminou com a morte do turista holandês durante um passeio do Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, as investigações entram em uma nova fase. A Polícia Civil do Paraná e a Marinha do Brasil instauraram procedimentos para esclarecer as circunstâncias do tombamento da embarcação ocorrido na tarde de terça-feira (28).


A Polícia Civil informou que abriu um inquérito policial e que equipes da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu realizaram os primeiros levantamentos ainda no local do acidente. A Polícia Científica foi acionada para a realização das perícias, enquanto o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para o exame de necropsia. Nos próximos dias, sobreviventes, familiares e demais pessoas que possam contribuir para a investigação serão ouvidos.


Paralelamente, a Marinha do Brasil instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), procedimento destinado a apurar as causas do acidente e eventuais responsabilidades relacionadas à operação da embarcação.


No momento do acidente, oito pessoas estavam a bordo, sendo seis turistas holandeses e dois tripulantes. Segundo o Corpo de Bombeiros, Mark Lensink sofreu afogamento e entrou em parada cardiorrespiratória. Ele foi reanimado ainda no local e encaminhado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, mas não resistiu. Um turista holandês de 49 anos permanece internado em estado estável, enquanto a esposa dele, de 48 anos, sofreu uma fratura no pé. Os demais passageiros receberam atendimento e foram liberados. O piloto e o copiloto também foram avaliados e encaminhados à UPA do Morumbi.


Diante da gravidade do caso, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) determinou a suspensão das atividades do Macuco Safari por três dias. Segundo o órgão, a concessionária responsável pelo passeio está com a documentação regular, mas a paralisação é necessária para garantir a apuração dos fatos.


Em nota, o Macuco Safari lamentou profundamente a morte do turista, informou que presta assistência à família da vítima e afirmou colaborar integralmente com as investigações. A empresa destacou que atua há mais de 40 anos no Parque Nacional do Iguaçu e possui todas as licenças e certificações exigidas para a atividade.


Também em comunicado oficial, a Urbia+Cataratas manifestou solidariedade às vítimas e informou que mobilizou equipes de segurança e atendimento pré-hospitalar para auxiliar no resgate. Já o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) defendeu uma apuração técnica e transparente e reforçou a importância da adoção permanente de protocolos de segurança nas atividades de turismo de aventura.

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