Novas imagens das câmeras internas de um edifício em Londrina revelam cenas de desespero e bravura durante o incêndio que atingiu um apartamento na madrugada desta segunda-feira (20). O registro cronológico mostra que, às 03h38, uma fumaça densa começou a escapar por baixo da porta da unidade. Em questão de segundos, uma forte explosão abalou a estrutura do andar, arremessando detritos pelo corredor. No vídeo, é possível identificar Joarez de Assunção que, mesmo ferido pelo impacto, conseguiu sair do imóvel e tentou alertar os vizinhos, batendo nas portas adjacentes para evitar uma tragédia ainda maior.
A mobilização dos moradores foi imediata. As imagens mostram vizinhos surgindo no corredor equipados com extintores de incêndio. Eles arrombaram a porta da unidade em chamas e iniciaram o combate direto ao fogo antes mesmo da chegada das equipes do CBM (Corpo de Bombeiros Militar).
A intensidade do incêndio foi tamanha que o corredor foi rapidamente tomado por uma fumaça negra, reduzindo a visibilidade a quase zero. Somente por volta das 03h51, após o uso intenso de equipamentos de combate a incêndio, a fumaça começou a baixar, revelando o rastro de destruição e o chão coberto por pó químico.
Ao todo, cinco pessoas foram socorridas pelas equipes do SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) e do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O estado de saúde de duas vítimas ainda inspira cuidados críticos: Gabriele Pinheiro, proprietária do apartamento, permanece internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em quadro estável, mas sob monitoramento constante. Joarez de Assunção, o morador que agiu no alerta aos vizinhos, segue em recuperação no HU (Hospital Universitário) de Londrina, apresentando ferimentos decorrentes da explosão inicial.
A Polícia Científica e peritos da construtora responsável pelo edifício realizaram a perícia técnica no local ao longo do dia. O objetivo dos peritos de segurança pública é identificar a origem da explosão — investigando as hipóteses de vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) ou falha crítica na rede elétrica. Os laudos técnicos, que devem ser concluídos nos próximos dias, serão fundamentais para determinar responsabilidades e garantir que a estrutura do prédio esteja segura para o retorno dos demais moradores às suas residências.