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Vídeos curtos: estudo alerta para prejuízos na socialização e no desempenho escolar de crianças

13 mar 2026 às 19:28

Quanto tempo por dia você costuma ficar ligado no celular? O hábito de rolar a tela infinitamente para assistir a vídeos curtos — o chamado "scroll" — deixou de ser apenas um passatempo e tornou-se um alerta de saúde pública. Um estudo recente realizado por cientistas da Universidade de Macau, na China, revela que crianças com acesso livre a esses conteúdos têm chances significativamente maiores de desenvolver dificuldades de socialização, falta de concentração e até mesmo evasão escolar.


O risco é ainda mais crítico na faixa etária entre 4 e 8 anos, período em que o cérebro passa por um desenvolvimento intenso. É nesta fase que as crianças começam a processar e entender as emoções. Segundo a psicóloga Tatiane Peleari Rodolpho, o excesso de estímulos rápidos dos vídeos compromete a capacidade de foco e a interação com o mundo real. O alerta se estende aos adultos: no Brasil, 89% da população passa, em média, cinco horas por dia conectada ao celular.


No dia a dia, muitas famílias já perceberam o perigo e buscam alternativas. A vendedora Bianca Brando, mãe de uma menina de 8 anos, optou por não dar um aparelho celular à filha para garantir que as atividades escolares não sejam prejudicadas. Já a dona de casa Andressa Lopes da Silva Barbosa mantém a filha de 3 anos totalmente afastada das telas, priorizando o brincar lúdico como forma principal de entretenimento e aprendizado.


Especialistas reforçam que, embora a tecnologia seja onipresente, o equilíbrio é fundamental para evitar o isolamento emocional. Para quem sente que o uso do celular está saindo do controle, a recomendação é estabelecer horários fixos de desconexão e buscar atividades que estimulem o foco prolongado, combatendo a ansiedade gerada pelo imediatismo das redes sociais.

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