Desde o começo da campanha de vacinação contra o sarampo, 453 doses foram aplicadas em Londrina. A dose zero, para crianças maiores de seis meses e menores de 1 ano, começou a ser aplicada na última quinta-feira (22). Segundo alerta do Ministério da Saúde, as doses que fazem parte da campanha de vacinação preventiva contra a doença. “O número está bom e agora precisamos mantê-lo”, aponta a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes. Em Londrina, 5182 crianças devem ser imunizadas. A vacina é aplicada de graça em todas as unidades de saúde. O município não registou nenhum caso suspeito da doença.
A nova recomendação do Governo Federal, ampliou o público-alvo. A iniciativa busca proteger a faixa etária mais suscetível ao agravamento da doença e com maiores índices de óbitos quando não imunizados, que são os bebês com menos de um ano. “Os casos registrados foram na faixa etária de seis meses até 1 ano, e foram casos graves, até com risco de morte. Por isso, é preciso proteger a quem é mais suscetível”, aponta o secretário de saúde Felippe Machado.
Antes da alteração, a norma exigia a vacinação apenas aos 12 meses de idade, com um reforço aos 15 meses. Na última semana, servidores da saúde passaram por uma roda de conversa onde receberam informações sobre as mudanças e puderam tirar dúvidas sobre a vacinação e a doença.
Além das crianças, a vacinação contra o sarampo é indicada para crianças e adultos com idade entre 1 e 29 anos (duas doses); 30 a 49 anos (dose única); e acima de 50 anos, em condições especiais.
A vacina é a forma mais eficaz de prevenção da doença. “Por isso, a recomendação é que aqueles que não têm certeza se tomaram a vacina, busquem orientações, na própria Unidade Básica de Saúde”, alerta a diretora. Acredita-se também que as pessoas que já tiveram sarampo uma vez estejam imunizadas.
O sarampo é uma doença com grande transmissão pelo ar, por meio do contato direto (tosse, espirros, fala ou respiração) ou pelas partículas suspensas no ar, por isso a prevenção é fundamental. Depois de contaminado, após uma ou duas semanas, o paciente apresenta febre alta, os olhos ficam lacrimejantes, com vermelhidão, aversão à luz e conjuntivite associada, há coriza, tosse seca persistente, mal-estar e diarreia. Após três dias de febre alta, em média, surgem as manchas avermelhadas pela cabeça, que se espalharão pelo torso e depois para os membros inferiores, atingindo todo o corpo. Isso perdura cerca de 7 a 10 dias. O período de incubação do vírus é de 10 a 21 dias, contados desde a data da exposição até o surgimento de manchas vermelhas. Já a transmissão acontece entre 4 a 6 dias antes do aparecimento das manchas. Assim, o sarampo é transmitido na fase em que o doente tem febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite.
Paraná
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, foram confirmados dois casos de sarampo no Paraná. O último deles é de um morador de Curitiba, de 54 anos que viajou para locais onde há surto. O primeiro, registrados após 20 anos sem o Paraná ter casos confirmados, foi de uma mulher de Campina Grande do Sul.