Ciência e saúde

Ambulâncias fazem fila no HU; região norte lidera ocupação de leitos

29 jan 2021 às 12:32

Uma imagem impactante foi registrada nesta quinta-feira (28) em frente ao Hospital Universitário (HU) de Londrina. Uma fila de oito ambulâncias à espera de vagas para os pacientes. 

É o reflexo de um triste levantamento atualizado pela secretaria de Saúde do Paraná. Pela primeira vez, desde o início da pandemia, a macrorregião norte lidera o ranking de ocupação de leitos em todo estado. 


O HU está superlotado. Nesta manhã, eram sete pacientes entubados no Pronto Socorro, cinco deles, com Covid-19. Do total de internados, 65% são de Londrina.

A fila de ambulâncias já seria até parte da rotina do hospital. Por ser referência regional para várias especialidades, o HU acaba recebendo uma demanda maior.

Nos 21 municípios da regional norte, no último dia 20, eram 49 mil casos. 8 dias depois, 53 mil. Foram 4 mil a mais em 1 semana. Dos testes realizados aqui no HU, 38% em média tem dado resultado positivo.

Mais casos positivos, mais necessidade de internação. A taxa de ocupação da UTI do HU na última quinta era de 91%.

Por enquanto, não faltam oxigênio e outros insumos. Mas há defasagem de pessoal. O contrato com cerca de 50 profissionais cedidos pelo município venceu e o hospital aguarda a reposição.

A maior preocupação hoje é não dar conta da demanda. Diante disso, já se fala em medidas mais restritivas no estado.

O Hospital Universitário emitiu uma nota sobre o assunto. Leia na íntegra:

"No que se refere às imagens veiculadas nos meios de comunicação social sobre o acúmulo de ambulâncias na porta do PS do HU-UEL, a Direção informa o que segue:

1.Todos os pacientes foram regulados pela Central Estadual de Regulação de Leitos e Rede de Urgência (SAMU), para atendimentos de alta complexidade, especialmente casos de COVID-19;

2.Observe-se que a entrada dos pacientes obedece protocolos clínicos de admissão que envolvem o atendimento individualizado dos casos, com o acolhimento dos pacientes, passagem de plantão das equipes de transporte para as equipes médica e de enfermagem. Isso sem contar que é crescente o numero de pacientes que necessitam de socorro imediato, tratando-se de casos graves, que terminam por necessitar de intervenções, mobilizando os profissionais de maneira ágil, competente e dedicada;
Assim, por vezes, pode ocorrer uma demora mínima e congestionamento de ambulâncias para que os novos pacientes adentrem ao Hospital e sejam devidamente acomodados e atendido de acordo com a gravidade do caso, com a competência demonstrada ao longo desse difícil período pelo qual os serviços de saúde;

3.Salientamos que a demanda da pandemia se soma aos pacientes da rede de urgência e emergência Não COVID, que devem ser atendidos sem exposição a riscos de infecção cruzada, de forma a proteger os pacientes e os colaboradores;

4.Informamos que 40% dos casos atendidos no dia 28/01/2021 eram casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, sendo 62% residentes em Londrina e os demais provenientes dos municípios da nossa área de abrangência assistencial;

5.Na presente data a taxa de ocupação de leitos totais de UTI é de 91% e de leitos de Retaguarda Clínica (enfermaria COVID) é de 93%.

Conforme divulgação das autoridades sanitárias do município de Londrina, os casos de COVID-19 seguem em aceleração no município e no Norte do Paraná, o que acarreta maior procura aos serviços de saúde, aumento das internações e, consequentemente, aumento nas taxas de ocupação dos leitos disponíveis.

Reforçamos a necessidade do cumprimento das normas sanitárias por parte de toda a população, objetivando reduzir a disseminação da doença na comunidade.
O momento é de preocupação e inspira atenção por parte de todos, para que seja possível ao HU-UEL a continuidade da prestação de assistência à saúde com qualidade e segurança."