Os agentes de endemias começam, nesta segunda-feira (13), o segundo Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. Nas próximas semanas, eles irão percorrer todas as regiões da cidade, para inspecionar cerca de 10 mil imóveis, residenciais e comerciais.
Uma em cada cinco casas deve passar por vistoria para mapear o percentual de imóveis com criadouros do mosquito transmissor da dengue. Quando os agentes entram nos locais de inspeção, eles fazem uma varredura em todos os possíveis locais onde pode haver focos. Fundos de geladeira, piscinas, vasos de plantas e até telhados estão entre os pontos de vigia.
O levantamento deve indica quais são as regiões e bairros com maior incidência do Aedes, e os principais tipos de recipientes que servem como criadouros.
Londrina vive uma situação de alerta com relação à dengue. Neste ano 886 casos da doença foram confirmados e seis pessoas morreram por complicações da doença. “O liraa é um processo dinâmico que leva em consideração vários fatores. O que gostaríamos é que essa experiência negativa vivida nesses último meses tivesse servido de exemplo para o cuidado mais apurado dentro das casas para evitar focos”, explica o secretário de saúde, Felippe Machado.
O Índice de Infestação Predial (IIP) apontado pelo primeiro LIRAa de 2019 foi de 7,9%, ou seja, de cada 10 imóveis visitados, em praticamente oito foram identificados focos do mosquito. As autoridades de saúde recomendam que o número seja inferior a 1%. "A expectativa é que tenhamos, infelizmente, um número ainda alto de infestação. Nosso trabalho do dia-a dia nos mostra que o comportamento da maioria das pessoas não se alterou em função do que foi vivido pelo cidade nestes meses", alerta a diretora de Vigilância em Saúde do município, Sônia Fernandes.
O alerta aumenta quando a agente de endemias explica que o aedes aegypti não põe ovos diretamente na água e é preciso não deixar nenhum pontos de umidade. “O mosquito coloca os ovos perto de algum lugar com água e quando ela chega aos ovos, eles podem eclodir e se transforma em larvas. Por isso é importante também lavar recipientes com água, não adianta apenas tirar água. A indicação é lavar com esponja áspera”, explicou a agente endemias, Maria Motta.