O que já era um problema antes da pandemia deve se agravar ainda mais. As cirurgias eletivas, suspensas desde julho, vêm sendo retomadas, aos poucos. Mas a fila aumentou durante este período, e a Secretaria Estadual de Saúde vem trabalhando para retomar os procedimentos e otimizar o tempo de espera, que pode chegar a dois anos em algumas especialidades.
Aos poucos, as pequenas cirurgias, procedimentos e exames que não dependem de UTI ou anestesia geral vêm sendo retomados. Com exceção de cardiologia, nefrologia e oncologia, que também foram liberadas.
Uma demanda que ficou ainda mais reprimida em várias especialidades.
O Hoftalon realizava, em média, 1,2 mil cirurgias por mês. Atualmente, vem fazendo cerca de 400. No entanto, por 60 dias, só atendeu casos de urgência e emergência. Uma demanda reprimida e que ainda não foi calculada. Mesmo assim, mais 2 espaços de atendimento devem ser abertos para tentar diminuir aglomerações e fazer a fila andar.
Em relação ao estoque de anestésicos e relaxantes musculares, usados nos graves de Covid, ainda não há falta, mas também não há sobra. A preocupação maior é com grande aumento de casos da doença. Os números dobraram em 30 dias.