Ciência e saúde

Aumenta o índice de infestação por Aedes Aegypti

27 mar 2019 às 20:57

A dengue é um dos temas mais discutidos na área de saúde em todos os anos e em 2019 isso não tem sido diferente. Neste ano a principal preocupação em Toledo é com o aumento do índice de infestação e de casos suspeitos em relação ao mesmo período de 2018. Até o momento foram 40 casos suspeitos de dengue e três casos importados, sendo confirmados.

De acordo com os levantamentos do primeiro LIRAa do ano, realizado no mês de janeiro o índice de infestação em Toledo foi de 3,8%, superando os 3,2% da mesma época do ano de 2018. 

A falta de preocupação por parte da população com os cuidados necessários para o não surgimento das larvas do mosquito Aedes Aegypti tem sido o principal motivo para a maior proliferação do mosquito neste ano é o que conclui o coordenador de Endemias do município, Selidio Schimitt.


Clima quente contribui para proliferação do mosquito

Algo que tem colaborado para uma maior proliferação das larvas do Aedes Aegypti são as altas temperaturas registradas nos primeiros meses do ano, aliadas a uma boa quantidade de chuva. 

“Essa é uma época complicada, pois as temperaturas e a quantidade de chuva aumentam, algo que contribui significativamente para a maior proliferação das larvas do mosquito. Além disso é nessa época do ano que a maioria das pessoas costumam tirar férias, viajar, e também receber visitas, deixando de lado os cuidados com os seus imóveis”, destacou o coordenador de Endemias.


Regiões mais infestadas

Algumas regiões do município tem causado maior preocupação por conta de índices elevados de infestação. Esses são os casos do Jardim Europa com 14,03%, Santa Clara I com 15,7% e Fachini com 18,2%.

Selidio salienta que o ideal é que a média fique em no máximo 1% então os dados apontados nesses bairros causam bastante preocupação. “Alguns desses dados são preocupantes, embora os dados gerais da cidade tenham apontado risco médio, uma infestação de mais de 15% é alarmante. Isso que muitas pessoas desses bairros não foram encontradas em suas residências no período em que realizamos os levantamentos. Desse modo podemos concluir que os índices poderiam ser muito maiores”.

Os bairros com menores índices de infestação foram a Vila Paulista com 2,0%,Vila Boa Esperança com 1,9%, La Salle com 1,6% e Jardim Bressan com 1,6%. De acordo com Selidio Schmitt esses dados ainda estão acima do ideal, mas podem ser controlados de maneira mais rápida e eficaz do que nas localidades com índices maiores.

Com informações: Toledo News