Ciência e saúde

Bomba-relógio: começam a faltar leitos para tratamento de pacientes

22 dez 2020 às 13:42

A capacidade do sistema de saúde para atender a população tem causado cada vez mais preocupação. Dos 86 leitos de UTI Covid-19 para adultos, 73 estão ocupados em Londrina. Leitos para tratamento de pacientes com outras doenças começam a faltar.

A comerciantes Walkiria Parra procurou um advogado para conseguir uma vaga de UTI para o marido João Alves de 52 anos. Ele sofreu um acidente um acidente e foi transferido do Hospital Cristo Rei em Ibiporã para o Hospital Evangélico de Londrina.

Lá, ele está intubado no pronto socorro aguardando desde domingo uma vaga na UTI. O Hospital Evangélico divulgou nesta terça-feira (22) um comunicado anunciando que 100% dos leitos para Covid-19 estavam ocupados.

Segundo a Central de Regulação da Macrorregional Norte, que abrange cinco regionais de saúde, havia quatro pacientes com Covid-19 aguardando vagas de enfermaria na manhã desta terça-feira.

Já em relação à UTI Geral SUS, dois pacientes, entre eles João Alves, aguardavam transferências. Outros 21 esperavam vagas na enfermaria.

O problema é que na UTI nunca sobram vagas. Com os hospitais pertos da lotação, qualquer aumento da demanda pelos serviços de saúde pode ser suficiente para atingir a capacidade máxima das unidades.

“Em alguns hospitais essa taxa de ocupação que não está em 100%, mas está à beira de 100%. E o problema é que alguns serviços que têm leitos disponíveis ficam a longa distância. E muitas vezes o paciente não tem condições clínicas para ser transferido”, afirmou o coordenador da Central de Regulação da Macrorregional Norte.