Ciência e saúde

Canetas emagrecedoras podem causar perda severa de massa muscular

11 jan 2026 às 11:55

Canetas emagrecedoras podem causar perda severa de massa muscular Título SEO: Canetas emagrecedoras: risco de perda de massa muscular Linha-Fina: Uso de medicamentos para emagrecimento rápido exige atenção ao déficit nutricional; especialistas alertam para metabolismo lento e efeito sanfona.


As chamadas canetas emagrecedoras têm sido utilizadas como um suporte no combate à obesidade, mas o uso desses medicamentos não é isento de riscos. Um dos efeitos colaterais mais frequentes identificados por especialistas é a perda acentuada de massa muscular, a chamada massa magra, que ocorre paralelamente à redução da gordura corporal.


A gerente de desenvolvimento Glaucy Siqueira relata ter perdido 11 kg em apenas dois meses. No entanto, o emagrecimento acelerado trouxe consequências físicas indesejadas. Em entrevista ao Jornal da Band, ela descreveu a sensação de "derreter", notando a perda de volume muscular nos braços, pernas e glúteos.


O mecanismo da perda muscular e o déficit nutricional


O emagrecimento, seja por dieta, cirurgia ou medicamentos, baseia-se no déficit calórico — gastar mais calorias do que se ingere. O problema surge quando esse processo é acompanhado de uma deficiência nutricional severa. Nessas condições, o organismo passa a consumir a própria fibra muscular para obter energia.


Segundo o médico nutrólogo Ronan Araújo, as consequências desse processo impactam diretamente a saúde e a estética do paciente:


  • Metabolismo: Ocorre uma desaceleração metabólica, tornando o corpo menos eficiente na queima de gordura.
  • Aspecto Físico: A flacidez tende a se acentuar devido à perda de sustentação muscular.
  • Saúde a Longo Prazo: A perda de músculos compromete a força e a resistência física, aumentando o risco do "efeito sanfona" e dificultando a manutenção do peso perdido.

Orientações para preservar a massa magra


Para quem utiliza esses medicamentos, a orientação médica é rigorosa quanto à mudança de hábitos. A preservação dos músculos depende de um acompanhamento profissional constante para monitorar a ingestão de nutrientes essenciais.


A ingestão de proteínas é fundamental para a reconstrução das fibras, assim como a hidratação adequada, já que 70% dos músculos são compostos por água. Além do ajuste na dieta, a prática de atividades físicas de resistência, como a musculação, é indispensável para sinalizar ao corpo a necessidade de manter o tecido muscular. Glaucy Siqueira, após o alerta, passou a adaptar sua rotina com exercícios e foco nutricional para recuperar a musculatura perdida durante o tratamento.