Ciência e saúde

Casos de Covid-19 aumentam 70% de dezembro para janeiro

05 jan 2021 às 12:21

O número de novos casos de Covid-19 em Londrina aumentou 70% quando comparamos os quatro primeiros dias de dezembro com os de janeiro de 2021. Entre os dias 1 e 4 de dezembro, testes confirmaram 465 casos. Apenas nos primeiros 4 dias desse ano, o número saltou para 793.

Já com relação ao número de mortes no mesmo período, o aumento é ainda maior e chega a 80%. Nos primeiros dias de dezembro foram 10 mortes. Em janeiro, 18. Sete delas confirmadas apenas nesta segunda-feira (04).

As autoridades de saúde de Londrina e região já tinham alertado para a possível alta de casos após as festas de fim de ano. Como muitas pessoas fizeram festas, viagens, aglomeração, ou apenas se encontraram com pessoas que não são do convívio direto, a circulação do vírus se torna mais intensa. Inclusive porque muitos podem ser assintomáticos, ou seja, não manifestarem os sintomas da Covid-19 e ainda assim transmitirem a doença.

Segundo o chefe da Divisão de Vigilância 17ª Regional de Saúde, Felipe Remondi, estão sendo realizados, em média, de 7 mil a 8 mil testes para detecção da doença por semana. “A espera pelos resultados tem demorado em torno de 5 dias. Mas o que mais chama atenção é que muitos casos estão sendo detectados em pessoas jovens e sem comorbidades. Diferentemente do que víamos antes, quando havia mais idosos e pessoas com doenças pré-existentes”.

Um desses casos é o do ex-policial penal, Marcos Paulo Teixeira, de 46 anos. Ele morreu no ultimo dia 29, vitima do novo coronavírus. O policial penal não tinha comorbidades, ou seja, não possuía nenhuma outra doença que agravaria o quadro da Covid-19, gostava de jogar bola e tinha o hábito de praticar esportes. Segundo o sindicato da categoria, Teixeira teria sido infectado ao fazer o transporte de um preso ao hospital.

Segundo Remondi, os últimos dados, que são da semana do Natal, apontam que a taxa de positividade da Covid-19 na região era de 35,3%. O que significa que o vírus está circulando mais e o número de casos está aumentando mais rápido. “Quando aumentam os casos graves, nós necessitamos de mais internação. Isso, invariavelmente, pode ter a evolução a óbito. Não adianta medir a pandemia pela disponibilidade de leito. Já que temos uma equipe de recursos humanos que está exausta”.

As recomendações continuam as mesmas: manter as medidas de higiene, usar máscara e evitar aglomerações.