O prefeito Marcelo Belinati se manifestou em uma ‘live’ nesta quarta-feira (01) sobre o decreto que suspende as atividades econômicas não essenciais. Segundo Belinati, “de acordo com os dados técnicos, clínicos e epidemiológicos, esse momento (de fechar o comércio) ainda não chegou”.
Ele usou números relativos ao novo coronavírus na cidade para justificar a afirmação. Dentre as informações apresentadas, o prefeito citou a taxa de positividade para Covid-19, que aponta o percentual positivo na testagem para detectar a doença.
Quanto menor for o índice, melhor a contenção da pandemia. Londrina possui taxa de positividade de 16,68%, segundo os dados até o dia 30 de junho. O número é o menor quando comparado com outras cidades do estado que também foram alvo do decreto, como Curitiba com 60,20% e Cascavel com 48%. A média estadual de positividade para a Covid-19 foi de 20,73% e Maringá apresentou índice de 35%, ambas taxas, segundo a prefeitura, maiores que Londrina.
Outro número usado pelo prefeito para justificar o recurso ao governo do estado para manter as atividades econômicas não essenciais em funcionamento nesse momento foi a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para o novo coronavírus. Em Londrina a ocupação é de 48%, menor que a da capital, por exemplo que chegou a ocupação de 78%, Cascavel, de 88,8% e Maringá, de 57,8%. “Não podemos comparar a cidade de Londrina com cidades que estão perto de 100% de ocupação dos leitos de UTI. Vivemos uma outra realidade, graças ao esforço conjunto da cidade, do nosso povo. Frente a isso, causou-nos surpresa as novas regras do decreto estadual, no que toca à cidade de Londrina”, afirmou.
Outra relação apresentada foi a incidência de casos positivos por 100 mil habitantes. Londrina registrou 234,5/100 mil habitantes, número menor ao atingido por Curitiba (267,86), Maringá (358,77) e Cascavel (904,24), que teve os números mais altos.
Segundo o último boletim epidemiológico, Londrina chegou a 82 e a 1346 casos confirmados da doença. 308 pessoas ainda aguardam o resultado de exames. A última morte registrada foi de uma mulher de 69 anos que estava internada em um hospital público desde o dia 19 de junho. Ela testou positivo para Covid-19 no dia 26 e faleceu nesta quarta-feira (01).
Segundo o levantamento da prefeitura, 68 pessoas que morreram tinham 60 anos ou mais, 12 tinham entre 40 e 59 anos e 2 entre 20 e 39 anos. Londrina tinha até o dia 30 de junho 244 casos positivos ativos, quando Curitiba tinha 2226, Cascavel 502 e Maringá 471.
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