Em meio a pandemia mundial causada pelo novo Coronavírus (Covid-19), o município de Toledo também enfrenta uma situação crítica pela pandemia de dengue. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (14), pelo setor de endemias da Prefeitura, Toledo tem no momento 3.279 casos notificados, destes 2.950 são autóctones (Contraídos no município, 59 são importados de outras localidades, 215 foram descartados e outros 52 ainda aguardam os resultados dos exames para a confirmação da doença. A cidade ainda conta com três óbitos em decorrência da dengue.
O diretor do setor de endemias do município, Selídio Schimitt, ressalta que agora é o momento em que a população deve tomar consciência da situação e cuidar da limpeza de sua residência e terreno. “A situação continua complicada e por isso nós precisamos da colaboração de todos. É fundamental que os nossos munícipes efetuem a limpeza de seu terreno e residência e também tomem todo o cuidado com o seu lixo. Somente com esses cuidados podemos melhorar essa situação”, destacou.
Selídio lembra que as equipes de agentes de endemias têm monitorado as regiões com maior incidência de casos de perto. “Nós temos monitorado as áreas mais afetadas em um raio de 300m. A intenção é evitar que a situação fique mais crítica nessas regiões, por isso temos mapeadas todas as áreas de maior risco”, esclareceu.
Fumacê
O fumacê é o veneno utilizado para a desinfecção das cidades em épocas de epidemias de dengue. Esse produto é encaminhado pelo Ministério da Saúde para os Governos Estaduais, que posteriormente o repassam para os municípios em situação mais crítica.
A Secretaria Municipal de Saúde de Toledo solicitou o produto junto a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), no início do mês de março, após ser decretada pandemia no município por conta da dengue. Desde então é aguardada a chegada do produto.
O Governo Federal alega que como o produto já é utilizado há muito tempo ele não faz o mesmo efeito. Por isso a partir desse ano tem sido utilizado um novo produto, que é considerado mais eficaz no combate ao mosquito Aedes Aegypti. Por conta da troca do produto a entrega não tem sido realizada com a mesma velocidade.
“Nós fizemos a solicitação do fumacê assim que entramos em situação de epidemia no município, que é o que determina o Ministério da Saúde para a liberação deste produto. Desde então estamos aguardando a chegada do veneno, mas dependemos do encaminhamento por parte do Ministério da Saúde e posteriormente por parte do Governo Estadual. Essa demora ocorre pela troca do produto por um mais eficaz no combate ao mosquito Aedes Aegypti”, explicou a secretária de saúde do município de Toledo, Denise Liell.
Por fim, Denise Liell, lembra dos cuidados mínimos que as pessoas devem ter no combate a dengue. “Nós devemos lembrar que além da dengue o mosquito Aedes Aegypti também transmite a Zika e a Chikungunya. Por isso todo o cuidado é pouco. A gente pede para que a população efetue a limpeza de seu terreno, eliminando todos os possíveis focos de proliferação das larvas. São cuidados mínimos, mas que fazem muita diferença na luta contra a dengue”, completou, Denise Liell.
Multas
Em Toledo caso sejam encontradas larvas ou um terreno não esteja nas melhores condições o morador será notificado. Em caso de reincidência o cidadão receberá mais uma notificação e será orientado. Caso a situação persista o morador está passível a multa de até 20 Unidades de Referência de Toledo (URT). Cada URT equivale a R$ 75,90, com multas que podem chegar a R$ 1.518,00.
Óbitos
Além dos mais de 3.200 casos notificados a cidade de Toledo já teve três óbitos confirmados decorrentes da dengue em 2020. Os casos foram confirmados nos últimos dias.
Os primeiros óbitos foram de uma mulher de 80 anos, de um homem de 88 anos, e de um homem de 96 anos. A quarta morte é de uma mulher de 43 anos, mas o caso ainda está sendo investigado pela Sesa para a confirmação, que deve ocorrer nos próximos dias.
Com informações: Toledo News