Familiares de um idoso que morreu na semana passada em Londrina questionam os protocolos adotados pelo município para sepultamentos em casos de suspeita de Covid-19. Ressaltando que são regras seguidas em todo o País e também em vários locais do mundo. João de Oliveira Florêncio, que tinha 75 anos, ficou mais de um mês internado antes de falecer.
A filha dele, Gislaine Cristina, explicou que o homem sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e contraiu o coronavírus na Santa Casa de Londrina, quando a unidade passou por um surto. Além disso, ela afirma que por conta de um problema na próstata teria que realizar uma cirurgia, sendo transferido para o Hospital Universitário (HU).
Ficou respirando por aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinada para Covid-19. Na semana retrasada, teria apresentado uma melhora e se curado da Covid-19, mas ainda foi transferido para a UTI Geral. Quando comunicada da morte no último sábado (20), a família foi até a Acesf para ajustar o velório sendo informada que o caixão seria encaminhado lacrado para cremação por conta do coronavírus.
A diretora-técnica da Acesf, Elen Piscinin, explicou que o documento encaminhado pelo hospital com a causa da morte constava a Covid-19. “Foi explicado que mesmo sendo outras comorbidades, a Covid-19 precisa estar na declaração de óbito. Foi onde aconteceu todo o mal-entendido”, disse.
Mesmo em casos suspeitos da doença, as regras seguidas são para que os caixões sejam lacrados ainda no hospital e seguem, sem velório, diretamente ao cemitério, onde é realizada uma despedida rápida para poucas pessoas. Elen explicou que acontecem casos suspeitos na cidade que posteriormente não se confirmam, mas é uma medida de prevenção. Assista!